terça-feira, 19 de abril de 2016


BREVE HISTÓRIA DAS ERVAS:
PARTE II



remédios que curavam

REIS E RAINHAS






Império Romano







O saber deslocou-se para Roma, lá encontramos os dois maiores herbolários da Era CristaDioscórides e Galeno. O primeiro foi médico de Nero e com ele e seus soldados viajou para todo o mundo mediterrâneo, colecionando centenas de tipos de plantas.um livro, um catálogo de medicina herbolária intitulada " De Maneira Médica ". Essa obra serviu de base a maior parte dos conhecimentos médicos do Oriente, depois entrou no Ocidente pelas mãos dos sarracenos e espalhou-se pela Europa, tornando-se a principal fonte de informações médica por centenas de anos


Idade Média




 os mosteiros tornaram-se centros importantes de estudo. Os livros  e manuscritos existentes foram todos recolhidos pelos monges que se apoderaram do saber antigoAo redor das igrejas, mosteirose conventos foram cultivadoas ervas, utilizadas como alimentos, bebidas e medicamentos. Muitos destes herbários ainda existem e são conservados até hoje na Europa, principalmente na Inglaterra.


Idade Moderna


Marco Polo


as viagens de Marco Polo ao Oriente, a chegada as Índias, o trazer da babosa, o cravo , a canela a carambola, o gergelim ( vegetais originários da Índia )

a invenção da imprensa, em 1450, e as descobertas marítimas, inicia-se um novo ciclo,que posteriormente iriam mudar a face do planeta


Em 1536, o rei inglês Henrique VIII, fundador da Igreja Anglicana, sofreu um grave acidente durante um torneio no palácio de Greenwich.
Em uma disputa sobre cavalos , o monarca caiu do animal que, por sua vez, caiu por cima dele. Ambos vestiam armaduras pesadas. O rei desmaiou e permaneceu inconsciente por duas horas
Historiadores acreditam que o episódio tenha sido responsável pela busca mudança de personalidade do monarca: Henrique VIII passou de homem generoso a tirano paranoico. Dez anos antes, em 1524, o monarca já havia sofrido um acidente semelhante.
Na ocasião, Henrique VIII ─ que não gostava de abaixar a viseira do capacete ─ foi golpeado no olho direito pela lança do oponente. Depois disso, começou a sofrer constantes enxaquecas.
O remédio prescrito ao monarca foi simples: nozes, pela semelhança com o crânio humano.
Por razões não medicinais, Henrique VIII comia, carnes, legumes e verduras, alimentos 
Portanto a cor da urina ou a consistência das fezes indicava se o monarca estava doente se baseava na ( Hipocrática )
No caso das hemorroidas, o remédio prescrito era a raiz de Ranunculus ficaria, po r sua semelhança com as veias inflamadas do ânus.
Havia também uma cura para os problemas de digestão que não se inspirava na Grécia Antiga, mas na América recém-descoberta: enemas (lavagem que injeta água no intestino) de fumo de tabaco.
Naquela época, o tabaco havia acabado de chegar à Inglaterra e acreditava-se que o fumo curava muitas dores, entre elas a constipação e a dor do estômago.
Outro grande problema era a sífilis, particularmente entre os marinheiros. Especula-se que Henrique VIII também sofria da doença, mas isso nunca foi confirmado.
Legumes e verduras, alimentos associados às classes mais baixas, não estavam presentes na mesa do monarca. E quando Henrique VIII os comia, eram sempre cozidos, como as frutas ─ na época acreditava-se que quem comesse frutas cruas poderia contrair peste.
Além disso, um dos principais passatempos de Henrique VIII era andar a cavalo.Por causa disso, não causa surpresa que o monarca sofresse de hemorroidas.


No reinado  de Elizabeth I da Inglaterra (1558-1603 ), certas ervas, especialmente as especiarias, tinham um valor e importância tão grande quanto o outro ou a prata ambicionada por piratas que infestavam todos os oceanos.
Esta Inglaterra, repleta de reis e rainhas e piratas, era também a Inglaterra das bruxas, fadas e duendes, seres sobrenaturais aos quais pertencia o saber das ervas. Mesmo assim, rara era a dona de casa que não possuía armário com plantas medicinais para as doenças do dia-a-dia 
Acreditava-se, por exemplo, que o gengibre, por sua semelhança com o estômago humano, poderia aliviar doenças digestivas. Coincidentemente, de acordo com alguns especialistas modernos, o uso do tubérculo era adequado para a finalidade a qual se propunha no passado.
Filha e uma das sucessoras de Henrique VIII, Elizabeth 1ª era particularmente seletiva com sua comida. Exceto quando se tratava de doces.
Por causa deles, os dentes da monarca ficaram repletos de cáries, escureceram e caíram.
Em determinada ocasião, Elizabeth 1ª teve uma dor de dente tão forte que foi necessário extrair-lhe um molar. Mas a ideia lhe causava tanto pavor que dentistas tiveram de extrair um molar de um bispo na frente da monarca para mostrar que o procedimento não seria doloroso.Foi o único molar que a rainha permitiu que lhe fosse tirado. A rainha tinha uma cútis angelical.
Em 1562, quando Elizabeth 1ª estava no trono havia quatro anos, ela caiu doente.A rainha ficou tão mal que membros da corte acreditavam que ela morreria.
Ela contraiu varíola, uma das várias epidemias urbanas que frequentemente obrigavam os reis ou seus descendentes a se confinarem em palácios distantes de Londres, ora para prevenir o contágio ora para se recuperar.Na ocasião, o problema não desapareceu quando a rainha melhorou.
As cicatrizes da doença que permaneceram visíveis em seu rosto poderiam prejudicar a imagem da Rainha Virgem.As marcas eram similares às da sífilis ou da catapora.
Além disso, elas colocavam em risco a ideia de rosto perfeito com a qual a rainha tinha de representar pureza e força.
Foi por causa disso que Elizabeth 1ª passou a cobrir completamente o rosto com maquiagem branca.
Isso porque sendo virgem e sem herdeiros ela tinha de fazer todo o possível para se manter jovem e atraente, como se nunca envelhecesse.
O remédio para suavizar as cicatrizes era a romã, pela semelhança da fruta com as marcas deixadas pela varíola.
Acreditava-se, por exemplo, que o gengibre, por sua semelhança com o estômago humano, poderia aliviar doenças digestivas. Coincidentemente, de acordo com alguns especialistas modernos, o uso do tubérculo era adequado para a finalidade a qual se propunha no passado.





domingo, 17 de abril de 2016



BREVE HISTÓRIA DAS ERVAS:
PARTE I



remédios que curavam

REIS E RAINHAS




O homem antes mesmo de conhecer a escrita já usava ervas para fins alimentares e medicinais.
O



Percorrendo a história  a evolução da humanidade e sua trajetória no planeta terra, nos deparamos com informações sobre alguns tipos de remédios utilizados pelos nossos antepassados principalmente reis e rainhas  se utilizando de remédios que curavam.



Naquela época, ficar doente, muitas vezes, podia ser fatal. 

  1. Mas para reis e rainhas, contrair uma doença era um problema ainda mais sério: 

a morte de um monarca poderia desencadear uma sangrenta guerra de sucessão e 

colocar em risco as conquistas do império.

Por causa disso, todo tipo de remédio era usado para aliviar qualquer mal-estar que acometesse a quem tivesse 
"sangue azul".



Os egípcios:





  •  Os egípcios utilizavam ervas aromáticas na medicina, cosmética, culinária e, sobretudo em sua técnica nunca superada, de embalsamento. Eram de uso comum plantar ,tomilho, anis, coentro, cominho, papoula, cebola e outros,
  • Ervas dissolvidas em vinho foram descobertas na tumba do rei Escorpião, um dos  primeiros faraós egípcios. Usavam remédios herbários dissolvidos em bebidas alcoólicas
  • Médicos descrevem procedimentos médicos, relatam que os egípcios acrescentavam ervas no vinho, na cerveja e na água para uso sedativo da dor, laxantes, diuréticos e afrodisíacos
  • Ervas usadas no vinho são o coentro, a hortelã, a sálvia, a carvalhinha, a segurelha, o tomilho e, ainda atanásia e as resinas de arvores empregadas como conservantes.
  • Muitos deste ingredientes são usados ate hoje no Egito com as mesmas finalidades


LÓTUS AZUL (BLUE LÓTUS)  – ERVA DA MENTE, CORPO E ESPÍRITO
BLUE-LOTUS
O Lótus Azul é uma das plantas mais sagradas desde os antigos Egípcios, onde suas propriedades de conscientização foram bem conhecidas e aproveitadas. É geralmente associado às origens da vida e a perspectiva divina. A planta era usada no Egito para estimular o desejo sexual e as praticantes medicinais egípcias usavam esta flor para estimular o fluxo de sangue e também como um tratamento anti-envelhecimento. Os antigos adoravam esta visionária planta como um símbolo das origens da vida. Quando misturada com água ou vinho, e ingerida, ela age como um intoxicante. O Lótus azul foi usado para atingir estados de euforia de consciência visionária.
Índia




objetivo da medicina Hindu era prolongar a vida e a principal fonte de conhecimento para tal eram as ervas, filhas diletas dos deuses. Elas só poderiam ser colhidas por pessoas puras e piedosas, devendo crescer longe da vista humana e do pecado. Eram usadas basicamente de duas formas: como elemento para limpar o corpo, estimulando suas secreções e como sedativo.



Grécia




Popularizou-se uma corrente peculiar da medicina antiga: a chamada teoria ou doutrina de assinaturas.
De acordo com essa suposição, que vem da Grécia Antiga, se uma planta se assemelhasse a uma parte da anatomia do corpo humano, ela poderia curá-la.
Veremos algumas plantas que tratam determinado sistema ou órgão no corpo humano realmente se parecem com ele.
As nozes são bem conhecidas por sua grande quantidade de ácidos graxos especialmente o omega 3 etc



PARTE II continua outra página



domingo, 10 de janeiro de 2016



BRUXAS




"NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS QUE ELAS EXISTEM, EXISTEM "


BRUXAS : jovens possuíam o charme mágico e elixires capazes de seduzir qualquer homem;




BRUXAS :velhas, eram bastante temidas por causa de suas terríveis maldições




Na Inglaterra e França, as velhas tornaram-se responsáveis pelos Conto de Fadas, dito as pequenas crianças para entretê-las. O mito das Bruxas sobrevivei à gerações, e chega aos dias de hoje quase intocado principalmente no leste europeu e países com grandes florestas densas e perigosas, capazes de esconder que os mortais não conseguem entender.
Durante muito tempo as bruxas foram temidas e caçadas pela inquisição, por causa do mistério que transmitiam.
Métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural. 
Uma bruxa é geralmente retratada como:



 uma mulher velha

nariguda
 e 
encarquilhada,

 exímia e contumaz manipuladora

de


 e
 dotada de uma gargalhada terrível.

. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos



Diziam que as bruxas voavam em vassouras à noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más.
Até ao século XIII a Igreja não condenava severamente esse tipo de crendice. Mas nos século XIV e XV, o conceito de práticas mágicas, heresias e bruxarias se confundiam no julgo popular graças à ignorância.
Eram, em geral, mulheres as acusadas. Hereges, cátaros e templários foram violentamente condenados pela Inquisição, tomando a vez aos judeus e muçulmanos, que eram os principais alvos da primeira inquisição (século XIII).
Foi exatamente a partir da primeira inquisição que a iconografia cristã passou a representar o "Arcanjo Decaído" não mais como um arcanjo, mas com a aparência de deuses pagãos.Tal fato levou, séculos após, à suposição de que bruxas eram adoradoras do demônio,
O uso alternativo do nome Lúcifer para designar o mal encarnado, na visão cristã, agravou a ignorância a respeito do culto das bruxas, uma vez que o nome Lúcifer, pela raiz latina, representa portador/fabricante da luz (Lux Ferre)

Quem eram elas:


Eram pessoas acusadas de fazer feitiços e usar poderes sobrenaturais, supostamente obtidos em rituais satânicos e pactos com demônios.
A maior parte dos casos de perseguições contra bruxas, queimadas em fogueiras coletivas, não aconteceu na Idade Média, mas no início do período moderno, do final do século XIV ao começo do século XVIII.
Jamais existiu qualquer culto de bruxas, envolvendo deusas, demônios ou deuses ancestrais, e as pessoas suspeitas de serem bruxas nunca tiveram conexão com religiões pagãs antigas,muitas dessas histórias foram alimentadas por escritores românticos do século XIXI, que criaram mitologias sobre essas figuras - a mulher que entra pelo telhado para chupar o sangue de crianças, bebe e gargalha voando de vassoura... 


As primeiras bruxas ou feiticeiras a caminhar sobre a Terra datam da época onde a Atlântida ainda existia.
A Princesa Seyfried foi uma das últimas rainhas da Atlântida antes de sua destruição, e era conhecida como uma das mais poderosas feiticeiras de todos os tempos. Após a queda de Atlântida, as poucas bruxas conhecidas estavam associadas aos templos da fertilidade, dos prazeres e das deusas do amor como Astarte, Vênus e Ishtar.
Durante muito tempo as bruxas foram temidas e caçadas pela inquisição por causa do mistério que transmitiam.
As mais poderosas eram filhas de deuses e mortais, ou mulheres abençoadas com o dom da profecia e da clarividência.
Muitas bruxas viviam em locais afastados da comunidade, chamados por muitos de Oráculos Nesta época existia um grupo de feiticeiras muito poderosas, adoradas do deu Baco. Esta jovens conhecidas como ménades ou Sacerdotisas ( eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dionísio, ou Baco na mitologia romana. Eram conhecidas como selvagens e endoidecidas. Estas bruxas eram iniciadas nas artes mágicas muito cedo, e coordenavam as festas em honra ao deus Baco chamadas Bacanais )                                                                    Com a queda das antigas religiões no século III, as ménades passaram a ser perseguidas pelas Igrejas.
Com a perseguição religiosa, as ménades tiveram de se dividir ou se esconder, para não acabarem por causa da fúria dos religiosos.
Muitas pequenas ordens surgiram , como as bruxas celtas, as Brujas espanholas, as adoradoras de Luvithy (descendentes das terríveis fúrias da mitologia grega ).
A Inquisição e os cavaleiros Templários perseguiram e exterminaram grande parte das bruxas européias, destruindo seus Covens ( nome dado a um grupo de bruxos (as) que se unem num laço mágico, físico e emocional sob o objetivo de louvar a Deusa e o Deus, tendo em comum um juramento de fidelidade à arte e ao grupo, pois un coven é antes de mais nada uma família abrigando o máximo de treze pessoas).  e queimando seus grimórios ( são coleções medievais de feitiços, rituais e encantamentos mágicos e bibliotecas.
Poucas ordens sobreviveram à Idade das Trevas, e as que sobreviveram estavam profundamente alteradas.
Com o renascimento, o papel da mulher continuou relegado a um segundo plano, e quase não se tem notícia de estudiosas ou sábias na Itália ou Espanha, deixando as velhas como conselheiras ou sábias conhecedoras de porções e elixires de cura.

Quem eram as pessoas que iam parar na fogueira? 
Geralmente, eram os chamados hereges, gente que não seguia o catolicismo pregado pela Igreja. Em povoados mais supersticiosos, a coisa era mais complicada: na França do século XV, há registros de epidemias que geraram uma espécie de histeria coletiva - o povo culpava as bruxas pelas doenças. 
A perseguição aos acusados de bruxaria durou mais de 300 anos, do século XV ao século XVIII
O  período denominado de Caça às bruxas, entre os séculos XV e XVIII. Grande parte das pessoas processadas e condenadas por bruxaria na Europa foi executada entre 1560 e 1630.  Casos de denuncia de bruxaria surgiram a partir da prática de rituais de magia para causar danos a possíveis rivais, sendo que até o início do século XV, houve pouca associação da bruxaria com Satanás A partir desse momento organizado, a caça às bruxas aumentou, assim como acusações individuais de feitiçaria. A natureza das acusações alterava conforme os casos, e poucas vezes dizia-se estar ligados ao satanismo Ao longo dos séculos, uma série de tratados foram publicados que ajudaram a estabelecer um estereótipo de "bruxa", particularmente uma conexão satânica. Durante o século XVI, os processos de bruxaria se estabilizaram e até diminuíram em algumas áreas. A caça às bruxas voltou a aumentar no século XVII.
Dezenas de milhares de pessoas foram executadas por bruxaria na Europa e nas colônias americanas. Embora não seja possível determinar o número exato, os estudiosos modernos estimam em torno de 40.000 a 50.000 execuções. Os métodos comuns de execução de bruxas condenadas eram o enforcamento, afogamento e a queima na fogueira. A queima foi usada especialmente na Europa, uma vez que foi considerada uma forma mais dolorosa de morrer. Os promotores nas colônias americanas geralmente preferiam o enforcamento em casos de feitiçaria.
Casos de pessoas acusadas e executadas por bruxaria continuam a ocorrer pelo mundo, principalmente em países da África - como GanaNigériaQuênia,Tanzânia e Uganda - e países da Ásia, especialmente a Índia e Nepal, assim como a Papua-Nova Guiné, na Oceania.oficialmente, o único país do mundo onde casos de bruxaria são considerados crimes, previsto na legislação, é a Arábia Saudita .

Segundo livro ( O MARTELO DAS FEITICEIRAS )  escrito pelos inquisidores em 1484 Heinrich Kramer e James Sprenger, descreve as teses que permitiram o expurgo feminino são as seguintes: apenas mencionarei uma delas
Como as mulheres são essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam agentes do demônio ( as feiticeiras ). E as mulheres tem convivência com o demônio " porque Eva nasceu de uma costela torta de Adão, portanto nenhuma mulher pode ser reta".
A primeira e maior característica, aquela que dá todo o poder ás feiticeiras, é copular com o demônio. Satã é, portanto, o senhor do prazer.
Uma vez obtida a intimidade com o demônio, as feiticeiras são capazes de desencadear todos os males, especialmente a impotência masculina, a impossibilidade de livrar-se de paixões desordenadas, abordos, oferendas de crianças a Satanás, estrago das colheitas, doenças dos animais etc.
Portanto a mulher de doadora da vida, símbolo da fertilidade para as colheitas e os animais, agora a mulher é a primeira e maior pecadora, a origem de todas as ações nocivas ao homem, à natureza e aos animais.
Durante três séculos os Malleus Meleficarum foi a bíblia dos Inquisidores e esteve na banca de todos os julgamentos. Quando cessou a caça às,bruxas, no século XVIII, houve grande transformação feminina.
A sexualidade se normatiza e as mulheres se tornam frígidas, pois o orgasmo era coisa do diabo e, portanto, passível de punição. Reduzem-se exclusivamente ao âmbito doméstico. O saber feminino cai na clandestinidade, as mulheres não tem mais acesso ao estudo como na Idade Média e passam a transmitir a seus filhos valores patriarcais
Passados mais dois séculos a tecnologia mostra-se mais louca do que o mais louco dos Inquisidores.
Rompem-se tabus que causaram a morte das feiticeiras; a inserção no mundo público e a procura do prazer sem repressão. A mulher jovem liberta-se porque o controle da sexualidade e a reclusão ao domínio privado formam também  os dois pilares da opressão feminina.
Hoje as bruxas do século XX são bruxas que não podem ser mais queimadas vivas, pois elas trazem na história do patriarcado, para o mundo masculino, os valores femininos.



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A EDUCAÇÃO DAS MULHERES 

E A MUDANÇA

 DE PADRÃO DE BELEZA ATRAVÉS DO TEMPO



Vamos percorrer um longo caminho mostrando
 trajetória feminina
através dos tempos.

.Nesta caminhada em busca de:
como viviam
 como se vestiam, 
qual era seu papel na sociedade. 

Ao longo do tempo esta mulher foi reduzida a elemento
reprodutor
 e mera força de trabalho 
sem 
direitos nem poderes,
 tendo sido considerada 
inferior ao homem 
em todos os planos como físico e intelectual.

Devemos salientar que
 as 
principais religiões
 acentuaram em maior ou menor grau a inferioridade natural da mulher

.


Ao longo da história
                                   qual era o papel das mulheres?, 

                                           que conquistas obtiveram ?

                                                 e de que forma contribuíram no processo histórico, 

                                                              sua importância,e seu papel perante a sociedade.


Até a metade do século XX, as sociedades ocidentais concediam um tratamento favorável aos homens,

mas que subjugava as mulheres,

                                      tanto no ponto de vista do

                                                     direito 

                                                                           quanto dos usos e costumes.
A mulher tinha e tem um papel social no lar , atrelada aos afazeres domésticos a reprodução e à educação dos filhos. 
Viajando no tempo podemos perceber, compreender, entender, o que aconteceu  e como aconteceu sua trajetória desdes os primórdios tempos. 

Vamos  percorrer um longo caminho 

onde entenderemos muitas coisas. 

A MULHER NA PRÉ- HISTÓRIA;

A figura feminina na Pré-História tinha um enorme peso , não eram sociedades matriarcais, e sim matricêntricas ( que esta centrado na figura da mãe ), pois a mulher não dominava, não mandava mas tudo era centrada nela por causa da fertilidade.
Portanto pela possibilidade de procriar, as mulheres eram elevadas à categoria de divindadades.Os vestígios paleolíticos revelam que o feminino ocupava um lugar primordial, pois neste período foram encontradas estatuetas femininas, pinturas e objetos, que cultuavam a mulher como um ser sagrado.

A Vênus paleolítica



Vamos lá :
                       por quanto andava na pré-história a vaidade feminina, 

                          quando apareceram os primeiros sinais de vaidade feminina na pré-história 


                      isto aconteceu quando o homem passou a viver em grupos se fixando ao solo


                                                                  surge uma hierarquia.


                       Os mais fortes eram os chefes, se enfeitavam com garras e dentes de animais que caçavam,


                                    surgindo também as primeiras pinturas de guerra


. Acreditavam que essa pintura daria mais força aos guerreiros. 



A MULHER NO EGITO;


No Egito


A mulher possuía uma posição privilegiada em comparação a outras mulheres das civilizações antigas, pela igualdade entre os sexos como um fato natural dando importância a filiação paterna e materna.Quando casadas podiam intervir na gestão do patrimônio familiar.


Competia-lhe trabalhar:

                            na tecelagem,
                                   tosquiar as ovelhas e tecer a lã,
                                                             podendo trabalhar na ceifa de trigo, 
                                                                            no preparo da farinha e da massa de pão.
Enquanto as mulheres mais pobres trabalhavam em grandes obras de construção pública.

E a vaidade feminina por quanto andava no Egito? ,

Tanto os homens como as mulheres pintavam o rosto por acreditarem na relação entre espiritualidade e aparência.


A maquiagem torna-se parte da higiene diária


Os olhos tinha grande destaque eram delineados e aumentados com uso do carvão. As pálpebras recebiam toque de índigo ( fermentação de várias folhas ) e sobre elas se esfumavam uma sombra em pó colorido, feita de malaquita moída ( pedra ) utilizavam também henna.açafrão, curry e outros pós coloridos.




A MULHER NA GRÉCIA;

ATENAS

:No período clássico da Grécia Antiga, não era permitido o acesso da mulher ao saber, inclusive a beleza.
A maternidade também não escapava da desvalorização. As mulheres eram vistas como receptoras da semente masculina.
O objetivo do casamento era:

                                               a reprodução,


                                                                      pois a mulher transmitia a cidadania aos filhos



ESPARTA



Em Esparta as mulheres tinham liberdade comparada as atenienses. As ateninenses criticavam as mulheres espartanas chamando-as de depravadas e luxuriosas, acusava-as principalmente de mandarem nos maridos.

Na Grécia a vaidade feminina:

A preocupação maior era com a saúde e a beleza do corpo.As mulheres usavam maquiagem leve e os penteados eram elaborados com fitas e cachos.
Os homens não se maquiavam, mas procuravam manter a forma com exercícios físicos, massagens e banhos aromáticos.






A MULHER EM ROMA

As mulheres  romanas ocupavam uma posição de maior dignidade que na Grécia. Quando casadas era  não permanecia reclusa nos seus aposentos das mulheres


Ela tomava conta dos escravos 
e
 fazia as refeições com o marido,
 podia sair, 
era tratada com maior respeito, 
tendo acesso ao teatro e aos tribunais

Devido aos maridos estarem sempre na guerra, a mulher romana das classes mais altas era uma rainha gozava de muita autonomia.Politicamente as mulheres não tinham poder, tinham apenas uma considerável liberdade pessoal e política, podiam ir aos banhos com as amigas, ou ao teatro e aos jogos. A matrona romana estava presente na vida pública, dirigia a família com competência e gozava de respeito e consideração até nas conversas de tema cultural


Roma a vaidade feminina, :  
os romanos adquiriram gregos o costume dos banhos e dos exercícios.Os óleos perfumados de massagem banhos ( termas ) fazia parte do ritual de beleza. A maquiagem era mais exagerada entre as cortesãs, mas não deixava de ser usada  pelas mulheres do senadores 
Foi em Roma entre os séculos I e II criou-se a expressão MENS SANA I CORPORE SANO (mente sã corpo são ). No império romano os treinos militares com marchas e exercícios pesados forjavam soldados fortes e atléticos. 


A MULHER NA IDADE MÉDIA;




A  Igreja considerava a mulher como a causa e objetivo do pecado. No cristianismo a fraqueza associada a carne estava ligado a figura feminina quando eram:
virgens

                          mães

                                                              esposas

                                                                                        ou quando viviam no convento

        Nesta época as mulheres eram vistas como criaturas

                                                                   suscetíveis às tentações do diabo 


        portanto deveriam estar sempre sobre tutela masculina.


 Na Idade Média tivemos uma das maiores perseguições as mulheres. Era a caça as bruxas.

Este movimento através do Santo Ofício ( inquisição ) caçou rituais pagãos que tinham a mulher como base da fertilidade e o corpo feminino como centro da vida.

Sob a influência da Igreja, foram abandonados os hábitos de higiene e saúde herdados dos gregos e romanos.

Para a igreja cuidado com o corpo era pecaminoso.Qualquer preocupação estética era vista como afronta às leis divinas.


 Na Idade Média a vaidade feminina:


. A vaidade feminina foi condenada pela Igreja que passou a considerar como hábitos  pagãos  o costume das termas dos banhos e das massagens com óleos dos romanos.

  Portanto as mulheres se cobriam com longas e rodadas vestimentas e os cabelos ficaram  escondidos sob toucas.

Apesar da proibição

 tinham alguns toques de vaidade,

 os cabelos eram clareados com água de lixívia ( água sanitária )

(cinza do borralho colocados na água ) e com o sol.

 As sobrancelhas eram depiladas

 e a testa aumentada pela depilação dos cabelos. 

As faces eram beliscadas e os lábio mordidos para que ficassem rosados.


A MULHER NO RENASCIMENTO;



Vamos lá por quanto andava no Renascimento a vaidade feminina. hum:


 os decotes desceram, 

mulher mais roliça de ancas largas e seios generosos

 os penteados mais elaborados voltaram a ser usados


 e 

novamente a maquiagem começou a ser introduzida no dia-a dia. 

O luxo do vestuário entrou em moda e quanto mais nobre mais enfeitado se apresentava.

 Surgiram as mouches ( moscas )


 que eram pintas feitas de veludo,


 colocadas nos seios e no rosto de homens e mulheres.
 Na pintura  eram retratados rostos de jovens ideal de beleza buscada.
Nesta época a mulher decidiu sair da obscuridade e revelar-se mais, quanto a higiene e banhos:
Outrora os banhos regulares e do luxo das saunas, a higiene corporal veio nos séculos XVI e XVII a transformar-se numa questão a que a água era alheia, e onde a limpeza da roupa branca substituía a limpeza da pele.
Com a peste na Baixa Idade Média e a sífilis 

provocou em toda a Europa o encerramento da maior parte dos banhos e a rejeição da água na higiene corporal.
O receio da água deu origem a uma série de substitutos,
 tais como os pós e os perfumes
.Passou a ser dada mais atenção às partes do corpo que se apresentava descobertas, como a cara e as mãos.

Mas no geral, ainda no século XVI a preocupação com a higiene pessoal foi deixada de lado, o que contribuiu para o crescimento do uso de maquilagem e perfumes.

Devia ser uma loucura, um cheiro como mantinham sua higiene:

A higiene baseava-se em usar roupa lavada até ficar suja pois tinham ideia de que a roupa absorvia a sujeira.

Os dentes eram lavados com um produtos cem por cento natural ; URINA, CINZAS OU SALIVA..

A roupa não era lavada mas sim sacudida e carregada de perfume. As mãos eram lavadas apenas de 3 em 3 dias e a face era limpa com clara de ovo ou vinagre para aclarar e amaciar a pele.

A sujeira era escondida com doses enormes de maquilagem e para evitar o mau cheiro nas axilas embebiam a peles com trocisco de rosas.

Pela falta de higiene a figura feminina passou a se perfumar e nesta época descobriu-se o álcool, ficando a alquimia um ponto alto e várias cidades europeias tornaram-se centros produtores de sabão que era considerado um produto de luxo, usado apenas por pessoas ricas

Utilizavam-se também de luvas perfumadas, usadas apenas pelos nobres da corte européia.

As mulheres usavam vestidos compridos e volumosos, revelavam uma cintura torneada ainda mais pelo uso do espartilho  e, quando os costumes mais liberais o permitiram podiam exibir um peito leitoso e adequadamente empoada e pintado com rouge.
Nesta época a beleza feminina e o modelo ideal sofreram transformações de esbelta a roliça e de natural a pintada.

Durante o século XV e XVI o modelo de beleza feminina era roliça de ancas largas e seios generosos que iria se manter até o final do século XVIII.
  


A MULHER NO  SÉCULO XVIII;

No século XVIII o poder era patriarcal na família, e que as mulheres das camadas populares foram submetidas ao trabalho fabril. Temos o abandono do lar pelas mães que trabalhavam nas fábricas deixando seus filhos. Desta forma percebemos a desestruturação dos laços familiares, das camadas trabalhadoras , veremos muitos conflitos sociais nesta época;. Com a revolução industrial a mulher se inseriu ou foi inserida no trabalho fabril.

Durante a revolução industrial em fase de ampliação da produção fabril se incorporava a mão-de-obra feminina junto à masculina, nas fases de crise substituía-se o trabalho masculino pelo trabalho da mulher que era mais barato.
Quando os homens eram substituídos acusavam-nas de roubares seus postos. A luta permanecia na questão de gênero. O gênero masculino e feminino colocava-se como um impasse na consciência da classe trabalhadora, nascendo assim a luta das mulheres por melhores condições de trabalho


Vamos lá por quanto andava a mulher no século XVIIII hum:





Nesta época a mulher não tinha infância, a sua primeira educação consistia em fazer da criança uma pequena dama , interessante e cheia de graças artificiais.
Antes mesmo de saber ler era ensinado a criança fazer reverências. Quando a mandavam aos palácios recomendavam-se que não saltasse, que não corresse, que mantivesse um ar de grande senhora.
Quando ia a um baile infantil colocavam uma cabeleira postiça com grinalda de flores, e proibiam que se despenteasse.
Muito cedo ia para o convento, onde lhe era dada uma educação meio mundana,uma educação que ia desde o catecismo à lição de reverências.
Nos conventos tinham muitas esposas divorciadas, amantes de príncipes, viúvas mais ou menos inconsoláveis e toda essa população dava ao convento um ar hipócrita e mundano
Neste século
 a mulher não tinha mãe, 
como não tinha infância.
Via o  filho ao nascer e no dia em que voltava para casa da ama;
 durante poucos anos que sua filha passava em casa,
 ficava sob os cuidados da mestra, num andar `a parte, de onde descia para ver a mãe e com ela passar alguns minutos.
No convento poucas vezes era vista pela mãe, em ocasiões raras ou por exemplo quando vinha anunciar a sua filha, que lhe tinha destinado um marido e que era preciso começar o enxoval.
Nesta época principalmente na França, homens e mulheres voltaram a exagerar na maquiagem. Foi um período caracterizado pelo exagero em muitas áreas, na pintura, na arquitetura, no vestuário, nos penteados.
O empoamento ( pó de arroz ) deixava rostos e cabelos inteiramente brancos, as perucas chegavam a altura de 50 cm; sedas, rendas, cetim e as mouches estavam no seu apogeu. Os decotes chegaram até os mamilos e o colo era respingado com vinho tinto para que ficasse mais rosado

A partir do século XIX a era vitoriana influenciou o comportamento e o guarda roupa feminino e masculino na Europa, as roupas:


mais fechadas, discretos,


                             decotes discretos,


                                                    espartilhos,


                                                                    saias enormes,


                                                                                                 pouca maquiagem

A partir da 1 grande guerra houve uma mudança no modo de ser e pensar. Mulheres assumindo novos papéis, passando a integrar no mercado de trabalho.


Portanto o vestuário se tornou:
mais prático e adequado

                                     à


                                       rotina das fábricas


                                                                  e


escritórios.



Com a guerra houve:

 prosperidade e liberdade,

 era a época das melindrosas dos vestidos chacoalhando.

 A mulher começava a ter mais liberdade, 

os comprimentos subiram chegaram a altura do joelho,

 era a primeira vez no mundo ocidental que as pernas femininas podiam ser vistas em público.

. A maquiagem era forte, os lábios eram vermelhos pintados em formato de coração, sobrancelhas tiradas e marcadas a lápis.

Nos anos 30 crise de 1929 queda da bolsa de Valores de Nova York, voltou a valorizar o corpo feminino, as saias ficaram mais longas e os cabelos começaram a crescer.A mulher dessa época era magra bronzeada e esportiva.

Nos anos 40, mudanças,

 a moda se tornou mais simples e austera, cortes retos estilo militar

Nos anos 50 

com o fim da guerra

 a mulher se tornou mais feminina glamourosa e sofisticada,
 vestidos mais amplos na altura do tornozelo com cintura marcada. Os sapatos eram altos, alem das luvas e outros acessórios como peles e jóias.

 Nos anos 60 

, surge a pírula anticoncepcional, o homens foi a lua, a guerra fria, a liberdade  sexual feminina. Os anos 60 viveram a explosão da juventude, o desejo de liberdade. A  maquiagem era basicamente nos olhos, batom e esmalte eram bem claros. Os cabelos  cheios de laquê e as perucas que estavam na moda.

 Nos anos 70

, tivemos o movimente hippie, os cabelos eram enormes e crespos. Na  maquiagem os olhos eram muito enfatizados . Em Londres surge o punk protestavam com  roupas rasgadas, muito preto;jaquetas de couro, coturnos e cortes de cabelos moicanos.

 Nos anos 80

 a mulher passou a ocupar áreas reservadas aos homens, ganhando status e  dinheiro.Culto ao corpo, coexistiam punks, góticos, skinheads, new wavers, rappérs ( do  hip-hop americano.. A maquiagem tinha batons de cores vivas, cabelos tinham gel, ao lado  de permanentes e topetes altos.
 Anos 90 a simplicidade, o ideal uma calça Calvin Klein com camiseta polo e um keds. Os  jovens dessa época ganharam espaço com marcas e estilos para cada tribo. Entrou em  ascensão as tatuagens e os pirciengs..

 Anos 2000

 a globalização e o desenvolvimento da mídia aumentaram a velocidade da  informação.O look ficou mais natural para cabelos e maquiagem iniciou-se a ditadura da  juventude e tecnologias para frear o envelhecimento.

A MULHER  NO BRASIL NO PERÍODO COLONIAL

O papel da mulher
 era restrito ao ambiente familiar e doméstico, pois o papel patriarcal predominava na colônia portuguesa


A repressão à mulher consolidava-se com a subserviência com a qual tinham que tratar os homens, pois eles que provinham o sustento.

A educação da mulher
se restringia  recitar preces de cor e a calcular de memória
sem saber escrever nem fazer operações
Somente o trabalho de agulha ocupava seus lazeres pois os demais cuidados relativos ao lar eram entregues as escravas

Eram vistas

como objetos de desejos sexuais
que não possuíam inteligência suficiente para estudar
as negras e as índias
eram vistas como símbolo do pecado
pois
tinham liberdade que as colonas não possuíam

Muitas mulheres desprotegidas

preferiam abortar,
abandonar a criança,
quando nesta época era comum
encontrar bebes largados nas ruas em becos, em portas de casas e até no lixo havia
possibilidade de alguém recolher a criança
Esse abandono muitas vezes era ´pra preservar a honra de moça de família 

Com as mães escravas

a situação era ainda pior do que com as mães que eram pobres
pois
a maioria das escravas
estavam associadas a exploração sexual
que era praticada por feitores e senhores,
Isso resultava na indignação da mulher e resultava também que os filhos na maioria das vezes não eram reconhecidos por seu pai
A mulher colonial era vista como origem de todos os males, elas eram tidas como as portas do inferno
Eram descriminadas por uma sociedade machista,
onde se dizia que o
corpo feminino
e
tudo que acontecia
com as mulheres
era atribuído ao demônio que viviam em seus corpos fazendo-as padecer
 de 
cólica 
e
de
dores do parto
A mentalidade advinda de Portugal era que as mulheres tinham que sempre submetesse a estar sujeitas aos maridos


A MULHER NO BRASIL IMPÉRIO:

Com a vinda da família real, com D. João VI,  modificou-se a situação cultural do país e a oferta de ensino para as mulheres.. D.João criou algumas Academias de Ensino Superior apenas para os nobres do gênero masculino que frequentavam a Corte do Rio de Janeiro.
As idéias liberais que começaram a circular no período após a independência, que se criasse o ensino primário e secundário
A igreja teve influência no Brasil colônia,
 no qual
 o marido e a esposa tinham obrigações dentro do casamento. 

A mulher 
era o símbolo do pecado para a Igreja
 fazer sexo 
sem objetivo
 era tido como pecado de luxuria e fornicação.

Alguma mulheres não comprometidas
 não se mantinham
 em
 castidade sexual,
 cometiam atos homossexuais, até com padres mantinham relações, 
quando um clérico aparecia como padrinho dos filhos de uma mãe solteira., não havia dúvida de
 ele
 ser o pai desconhecido.

Quanto a educação feminina
 sempre inexistiu no Brasil colonia
. A educação baseava-se na ação de obediência severa.
 A mulher era vista como um ser inferior de propriedade do homem a ela cabia apenas os afazeres doméstico, cozinha lavar. 


A MULHER NO BRASIL REPÚBLICA:

Durante o império, as mulheres começaram , paulatinamente a ter acesso à instrução das primeira letras, mas eram desobrigadas de cursarem o ensino secundário, visto que o mesmo tinha de preparar o gênero masculino para o ensino superior
Apesar das transformações no mundo das ideias , em se tratando da educação feminina nada quase mudou, em se tratando da educação para a mulher o ideal era sua permanência no cuidado com o marido e filhos


Hoje

as brasileiras

 estão cada vez mais numerosas

nas escolas

 e

 no mercado de trabalho

e

 no comando das famílias