terça-feira, 10 de setembro de 2013

ISLAMISMO



O que é uma febre, ouvimos e vemos pela tv, jornais etc as massas muçulmanas pregando uma revolução islâmica universal para reconstituir a grande comunidade muçulmana
Esta ideia de  que a revolução Islâmica universal estaria a caminho para reconstituir a grande comunidade muçulmana tomou conta do mundo ocidental, sabe muito bem que isso não é uma verdade pois os movimentos islâmicos ainda estão restritos aos limites da etnias e das tribos

Quando no século IV o imperador Teodósio dividiu seus domínios oficializando a existência de dois impérios romanos; o do Oriente e do Ocidente.
Enquanto no ocidente o feudalismos se instalava fragmentava, no oriente do mar Mediterrâneo consolidaram-se civilizações bizantina e muçulmana, que contaram com um eficiente desenvolvimento comercial e urbano.
A religião marcou fortemente a vida das sociedades mediterrâneas orientais, sabe como:

a)No império muçulmano serviu de impulso para a unificação do Estado, que passou  a pregar a expansão e a guerra em nome de Alá;

b)Na sociedade bizantina, fortes discussões em torno da fé levaram ao surgimento de várias doutrinas contrárias às da Igreja Católica.


Este fenômeno histórico e cultural e social se desenvolveu a partir da península Arábica, onde conquistou povos e território em várias parte do mundo:: o islamismo ( ISLÃ-SUBMISSÃO ABSOLUTA DO SER DIANTE DE DEUS ).

Esta doutrina religiosa foi funda por Maomé no século VII, um grande número de adeptos dos islamismo encontram-se hoje envolvidos em violentas guerra e tensões sociais , como no Oriente Médio, no Afeganistão, na Turquia e na Índia.

Quem eram os nômades do deserto

O árabe que viviam na Arábia de origem muçulmana, conhecidos como os beduínos, em tribos organizadas a partir de famílias patriarcais, sob a autoridade de chefes eleitos conhecidos como xeques. A religião dos árabes era politeísta; entre as crenças estava o culto aos astros e pedras sagra, a mais importante encontra em Meca

A divulgação oral de narrativas históricas ou literárias e da poesia era uma característica marcante desses povos, e deu origem a manifestações culturais livres e espontâneas, que se mantem vivas até os dias de hoje.
Porém como todos sabemos a tradição oral foi recuperada por meio da escrita, como o conto popular "As mil e uma noites " organizados no século XIII, utilizando-se de manuscritos.
Durante muito tempo as cidades de Meca e Yatreb foram os mais importantes centros comerciais religiosos. Nesses locais ocorriam feiras de comércio que muitas vezes serviram de cenário a violentas disputas econômicas.
Você sabia que durante quatro meses ao ano a paz reinava entre as tribos que se dirigiam à Caaba, templo localizado na cidade de Meca, para louvar os deuses e estabelecer relações sociais e comerciais.
A tribo coraixita famosa pelo seu desempenho comercial detinha o privilégio de guardar o templo sagrado.Os coraixitas tinham grande interesse em estender os momentos de paz para o desenvolvimento do comércio.
Etimologicamente, a palavra árabe significa " nômade que vive sob a sua tenda no deserto"
Dentro da cultura árabe temo a figura histórica de Maomé (570-632), descendente de um ramo pobre da tribo coraixita. Maomé era um homem muito religioso e passava horas a fio meditando nas montanhas perto de Meca.
Os muçulmanos acreditam que Maomé tinha cerca de quarenta anos quando recebeu numa gruta do Monte Hira, a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a mensagem essencial do Islã ( SHAHADÁ ): 'Sóm há um Deus, que é Alá e Maomé é o seu profeta ". Este episódio é conhecido como a Noite do Destino..
Maomé não teve dificuldades em converter boa parte da população de Medina, transformando a região no primeiro reduto islâmico.
Influenciado por outras religiões como cristianismo, o judaísmo e crenças pré-islâmicas, a doutrina de Maomé pregava a expansão da fé a partir do combate para a glorificação de Alá, justificando a JIHAD ( Guerra Santa ), a principio contra Meca e depois em outras regiões
Os seguidores de Maomé dominaram toda a Arábia e depois difundiram sua religião por outras regiões do Oriente, estendendo seu domínio a vários povos como os persas, gregos, sírios, turcos.
Os ensinamentos de Maomé foram recolhidos por seus seguidores após sua morte, escritos no Corão, livro sagrado do islamismo, que passou a servir como código moral, de justiça e de normas para os muçulmanos. O Corão proíbe o consumo de carne de porco, bebidas alcoólicas, os jogos de azar e os homicídios.
Mas admite a poligamia, a escravidão, o butim ( pilhagem 0 e as guerras na expansão da religião.
Outro documento importante  é a Suna ou Hadiz, uma coletânea de textos sobre a vida de Maomé, neste manuscrito está registrado a vida mundana do profeta como estadista e guerreiro.
Para os muçulmanos, cinco obrigações  são respeitadas ainda hoje:
1-a fé em alá, o único Deus e criador do universo, e a proclamação de que Maomé foi o último profeta
2-aprece cinco vezes ao dia
3-a obrigação de dar esmolas
4-a perinigração a Meca ao menos uma vez na vida e o
5-jejum durante os trinta dias do mês do Ramadã.
Após a morte de Maomé ( 632 ) a expansão da fé islâmica passou a ser dirigida pelos seus sucessores os califas,
A expansão árabe foi   empreendia pelos chamados Califas Ortodoxos ou Califas Piedosos, que enviaram seus exercítos a três regiões distintas: Palestina, Síria e Armênia; Egito e Mesopotâmia e´Pérsia.
Após essa campanha Medina passou a ser a capital do império árabe, enquanto Meca conservava sua condição de centro religioso.
A tolerância religiosa mostrou-se fundamental para consolidar sua hegemonia nos territórios dominados. Os povos submetidos puderam manter suas propriedades, costumes e práticas religiosas, tendo porém que pagar impostos aos dominadores.
Mas aqueles que se converteram ao islã passaram   a usufruir de privilégios tais como acesso a cargos público e isenção de impostos.
Por ser o califado uma monarquia patriarcal não hereditária, as lutas sucessórias acabaram gerando movimentos dissidentes que se constituíram como seitas islâmicas: os agrupamentos sunitas e xiitas. Sunitas eram os ortodoxos, os quais reconhecem a autoridade dos quatro primeiros califas, Abu-Béquer, Omar, Otman e Ali.
Já os xiitas, muçulmanos partidários de Ali, primo e genro de Maomé, sustentam só serem autênticas as tradições  do Profeta  transmitidas através de membros de sua família.
"As Mil e Uma Noites"

Os árabes ou sarracenos, como também eram chamados deixaram um rico legado cultural para o Ocidente. Foram eles os criadores da álgebra, da alquimia e da química, das maravilhosas histórias das " mil e uma noites "
Hoje o islamismo é apontado pelos países ocidentais como sinônimo de terror e fanatismo. Aqui não vai nem uma defesa nenhuma acusação, mas históricamente podemos dizer que outros povos também cometeram atos de violência justificados por ensinamentos religiosos.
Na Roma antiga, cristão eram atirados aos leões para entreterimento das massas
Na França moderna, centenas de protestantes foram massacrados num episódio que ficou conhecido como a Noite de São Bartolomeu.
O século XX assistiu conflitos religiosos, seja nos confrontos entre católicos e protestantes na Irlanda ou no crescimento de algumas seitas evangélicas que vêm conquistando fiéis através de falsas promessas.


BIZÂNCIO ; O REINO DOS CÉUS DO ORIENTE


No século IV Constantino fundou uma nova capital para o Império Romano,, no local da antiga colônia grega de Bizâncio.
Os imperadores orientais faziam questão de afirmar que eram verdadeiros herdeiros do Império Romano
Até os meados do século VII, o latim permaneceu como língua oficial do Estado.
O Estado exercia controle absoluto sobre quase todos os gêneros de atividade. O salário de cada trabalhador e o preço de cada produto eram ficados por decreto governamental.
Porém nenhum assunto absorvia mais do que o interesse do povo bizantino pela religião. Discutiam questões religiosas com a mesma veemência com que os cidadãos do mundo moderno disputam sobre a questão do controle governamental versus propriedade privada ou da democracia.
As mais sérias questões religiosas foram. no entanto as derivadas dos movimentos monofisita e iconoclasta, embora nenhum desses dois movimento tivesse caráter exclusivamente religioso.
Os monofisitas eram assim chamados por afirmarem que Cristo possuía uma única natureza - sendo essa natureza divina. No século VII, os monofisitas se separaram da igreja oriental. Essa seita sobrevive até hoje no Egito, na Síria e na Armênia como ramo importante do cristianismo.
O movimento dos iconoclastas foi lançado, mais ou menos em 725 por um decreto do imperador Leo II, que proibia o uso de imagens nos templos. Na igreja oriental  chamava-se ícone a qualquer imagem de Deus, de Cristo ou de santo.
Iconoclastas, ou quebradores de imagens, foi como se tornaram conhecidos os que condenavam o uso de ícones no culto.
Embora continuando até pleno século IX, a luta contra a adoração de imagens, não foi além da eliminação das escultura; os ícones pintados acabaram por ser novamente aceitos.
Um grande confronto ocorreu no seio da ortodoxia católica, entre a Igreja de Roma e  a de Constantinopla.
O resultado dessa controvérsias foi a separação entre os ramos grego e romano do catolicismo em 1054, conhecida como Cisma do Oriente.
A dissensão gerou duas Igrejas; A Igreja Católica Apostólica Romana, dirigida pelo Papa, e a Igreja Ortodoxa, dirigida pelo Patriarca de Constantinopla, ou Basileu.


A religião foi o fato dominante na vida e nas realizações da civilização bizantina e sarracena, embora os sarracenos fossem muçulmanos e povo bizantino cristão.
Os dois estados ligavam-se de maneira tão íntima à igreja que os seus governos eram essencialmente teocráticos. 
Além disso, ambas as civilizações caracterizavam-se por atitudes de pessimismo e fatalismo e por tenderem a atribuir ao ponto de vista místico uma supremacia sobre o racional.
Deve-se notar, no entanto, que os sarracenos, principalmente fizeram notáveis contribuições á filosofia e à ciência, ao passo que o Império Bizantino teve enorme importância pela sua arte e pelo seu trabalho de conservação de inúmeras conquistas culturais dos gregos e dos romanos.  

sábado, 24 de agosto de 2013

CAVALEIROS, IGREJA, DIABO, DEUS, CAMPONESES, NOBRES REIS SACERDOTES, BISPOS
 NA
 IDADE MÉDIA



CAVALEIROS,

 IGREJA
, DIABO, DEUS,
 CAMPONESES, NOBRES REIS SACERDOTES, BISPOS 
NA
 IDADE MÉDIA

A cavalaria exaltava o ideal do cavaleiro  não somente bravo e leal, mas generoso e leal, mas generoso, reverente, bondoso para o pobre e o indefeso, e desdenhoso das vantagens injustas e do ganho sórdido. Mas acima de tudo, o cavaleiro perfeito deveria ser o namorado perfeito.
O ideal cavaleiresco fazia do amor à sua dama um verdadeiro culto, com um complicado cerimonial que o nobre e arrojado moço não deveria esquecer.Dai terem sido as mulheres, no fim da Idade Média, elevadas a uma situação muito mais alta do que a que tinham gozado na Europa durante o início daquele período.
Quem foram os cavaleiros na Idade Média, como viviam como se vestiam, como chegavam a ser cavaleiros:

O cavaleiro era um especialista em armas de combate e de caça e devia manejar todo esses armamento com destreza. Também precisava ter cavalos para a guerra e para as caçadas, parte essencial do seu estilo de vida. Às vezes era detentor de uma extensão de terras, e então  contava com um meio seguro de subsistência, pois vivia do trabalho do camponês nos seus domínios.
Assim podia dedicar-se inteiramente ao treinamento e ao serviço militar.Em outros casos os recursos provinham do seu senhor feudal e não raro se mostravam insuficientes. Mas fosse ele rico ou pobre, a glória, alcançada por um guerreiro era considerada mais importante do que os beneficios que viesse a receber. A vitória nos combates e o reconhecimento dos seus feitos constituíam o prêmio mais cobiçado por um cavaleiro.
N Idade Média, o cavaleiro era um verdadeiro mega star. Ele estraçalhava os corações das donzelas, além de defender os fracos e oprimidos
Outro traço distintivo do cavaleiro era sua moral especifica, baseado na fidelidade do seu senhor. A quebra de juramento de fidelidade constituía falta grave, sujeita a severas punições.
Também fazia parte do código de honra do cavaleiro a luta em defesa dos fracos , dos injustiçados, das viúvas e da Igreja Católica.
A cavalaria representava a continuação da aristocracia guerreira dos povos germânicos. A ela pertenciam desde os reis até os mais pobres combatente que tivesse jurado fidelidade a um senhor feudal. Essa herança germânica que via o guerreiro como o elemento merecedor de maior honra dentro da sociedade, permaceu durante toda a Idade Média.
Os feitos reais ou imaginários de cavaleiros famosos inspiraram romances épicos e as Canções de Gesta, gênero literário popular de base poética surgido na literatura francesa entre os séculos XI e XII, é um longo poema épico narrativo medieval que celebra os feitos de heróis do passado.O principal manuscrito a Canção de Rolando tem um total de 4002 versos.
Assim as canções populares exaltavam os feitos de Carlos Magno, o rei dos francos da dinastia Carolíngia ( sucessora da Merovíngia) que aprofundou o processo da feudalização na Europa ocidental e no ano 800 recebeu do papa a coroa do Império Romano do Ocidente.
Em outros casos, porém a própria existência dos personagens imortalizados nessas criações permanece envolvida em lendas e mitos.
Um exemplo dessa literatura medieval mitológica foram os romances arturianos. As histórias do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda, escrita na segunda metade do século XII, popularizaram as histórias dos cavaleiros medievais, criando personagens como Lancelot, Percival e Tristão.
Por mais de mil anos, desde o século VI, até os séculos XVIII, o rei Artur foi assunto para historiadores e bardos, pintores e escultores.
De origem celta, criou-se em torno dele, na Inglaterra e na França, um riquíssimo acervo de lendas, poemas e objetos de arte, que se difundiu amplamente chegando na Idade Média aterras tão distantes quanto a Ásia e o Egito.
Talvez seja o exemplo mais conhecido de mito medieval que cumpriu em seu tempo, um papel fundamental na estruturação  de valores políticos, psíquicos e sociais, e cujo significado simbólico permanece vivo até hoje.

 IGREJA

Um outro grande personagem medieval, 
foram os religiosos, a instituição chamada IGREJA,
 estes personagens religiosos
 desempenharam um papel essencial na 
"Idade da Fé"
como também ficou conhecido o período medieval. Os mosteiros dos beneditinos e de outras ordens religiosas se multiplicaram.

Neles, 
os monges
 copiavam os manuscritos
 que haviam sobrevivido a desordem das invasões germânicas, ajudando
 a
 preservar a herança cultural greco-romana. 
Enquanto
 as paróquias 
dividiam entre si o território europeu,
 formando uma organização centralizada
 que muitas vezes serviu de apoio a um poder político fragmentado,
 os padres, bispos
 assumiam perante a sociedade
 a função 
de
 servir de intermediários
 entre 
Deus e os homens, 
alimentando o forte sentimento religioso que se difundiu pela vida cotidiana
Por toda Europa reinava apenas uma Igreja: se um homem não era batizado na Igreja, já não era membro da sociedade.
 Quem quer que fosse excomungado pela Igreja 
perdia 
automaticamente
 seus direitos civis e políticos .
Era a Igreja que insistia em recomendar que os pobres não jejuassem quanto os ricos e que proibia o trabalho servil aos domingos. Era a Igreja que prestava serviço social aos pobres.
Durante muito tempo nunca houve outra fonte de educação, além da eclesiástica. E era enorme a autoridade que a Igreja possuía, não só sobre as almas dos homens como também seus negócios.
Nessa intermediação entre Deus e os homens, o clero sempre procurou transformar os terrores do mundo em receios sobre a vida eterna.

O peso da violência, o medo do sexo e da morte, eis alguns ingredientes do período capazes de criar nos indivíduos uma culpa surda de obstáculos à felicidade dos homens. O medo do inferno se revelava mais forte que a crença na salvação: afinal, os diabos são seres terríveis sempre à espreita.
Para conquistar corações e mentes, a Igreja não explorou apenas os temores deste mundo e do além. Santos e anjos foram apresentados como protetores capazes de neutralizar os projetos dos demônios e ao mesmo tempo ajudar as pessoas no seu dia-a-dia, protegendo a saúde de crianças e adultos, favore3cendo, a fertilidade da terra e dos rebanhos e afastando as castástofres da natureza.
Além disso, prática pagãs se mesclaram às práticas cristãs, dando-lhes forte apelo popular e uma nova aparência que subsiste até os dias atuais. Eis alguns exemplos:
O próprio calendário cristão demonstra bem esse sincretismo. No anos de 336 a Igreja fixou o dia 25 de dezembro como data comemorativa do nascimento de Jesus, dando origem à festa de natal. Antes, nessa mesma data comemorava-se o nascimento de Mitra, o deus de origem persa.
O dia da semana em que tradicionalmente se rendia culto ao " Sol Invencível" chamado no paganismo de " dia do Sol", passou a chamar-se domingo, isto é "dia do Senhor" e na nova tradição deveria ser um dia de descanso e orações a Cristo e às coisas sagradas.
Não é a toa, pois que até hoje se fale em fadas, feiticeiras e duendes. Para a Igreja e o Cristianismo são 'erros' superstições. Para as pessoas que crêem ou recorrem a essas entidades, são fontes de fé energia espiritual.
Além disso, deve-se admitir que a Igreja Católica medieval prestava auxílio aos carentes e miseráveis. Por ocasião das festas nos castelos, das guerras ou das pestes, o clero e a nobreza se esmeravam nas distribuição de pães aos famintos.
A caridade podia estar a serviço da ordem feudal. Mas, seja como for, as festividades religiosas representavam um momento de descanso e congregação, suavizando a dura existência da grande massa camponesa.
Entre os entreterimentos mais apreciados por todos os segmentos sociais, de natureza religiosa e por isso mesmo inseridos no calendário litúrgico anual, destacaram-se as comilanças, sempre acompanhadas de bebedeiras.
Esses banquetes essencialmente noturnos, tinham um menu variado, às vezes indigesto e com duvidoso valor protéico, embora um teor calórico muito grande por refeição.
Como entrada havia sopa, cozido de carne com pão molhado, em seguida vinham as carnes e grelhados ( boi, carneiro, porco e caça). Esse conjunto era acompanhado de couve, nabo, rabanete e temperado com alho, cebola, especiarias como pimenta, cominho, cravo, canela, nardo, pimentão amarelo, noz-moscada, tidos como ingredientes que facilitavam a digestão.
Até uma época relativamente avançada na Idade Média, as maneiras da aristocracia feudal não eram de modo algum refinadas e  gentis. A glutonaria era vicio comum, e um beberrão moderno ficaria perpexo à vista da quantidade de vinho e de cerveja consumida durante uma tertúlia num castelo medieval.
Ao jantar todos cortavam a carne com o próprio punhal e comiam com as mãos. Os ossos e os restos eram jogados ao chão para que os cachorros, sempre presentes, os disputassem
As únicas frutas obtidas com abundância eram as maçãs e as peras. Não conheciam, o café nem o chá e tampouco as especiairias, mesmo algum tempo depois estabelecido, o comércio com Oriente. Por fim o açúcar foi introduzido, mas durante muito tempo custou um preço elevado e era tão raro que o vendiam até como droga.
As especiarias serviam como conservantes para melhorar o gosto da carne, que permanecia guardada por muito tempo, e muitas vezes tinha seu gosto alterado pelo início do processo de deteriorização.
Eram esses eventos que uniam amigos e familiares das camadas mais privilegiadas, na maioria das vezes para comemorar alguma graça conquistada.
Juntos agradeciam a Deus a regeneração e a fonte de vida, que eram preocupações constantes na sociedade medieval.
Os pobres tinham de se contentar com uma alimentação muito mais simples. Comiam pão, ovos, queijo e vegetais da própria horta. Uma sopa de ervilhas seca chamada pottage era muito apreciada pelo povo. Algumas família matavam porcos e dependuravam a carne perto de uma fogueira para que fosse defumada e se conservasse por mais tempo durante os rigorosos invernos. Muitos mendigos se amontoavam nas portas das cozinhas, em ocasiões de grandes banquetes, na esperança de conseguir as sobras da mesa do senhor  


OS CAMPONESES



Os camponeses, na base da sociedade feudal, eram a esmagadora maioria da população.Trabalhavam para produzir alimentos para a família e para os senhores e costumavam ajudar-se uns aos outros: aquele que possuía ferramentas, carroças ou arados partilhava-os com os companheiros, visto que as colheitas tinham vital importância para todos.

Ao contrário do escravo que predominou na Antiguidade, que podia ser vendido e não tinha bens, o campones da Alta Idade Média podia contar  com um pedaço de terra para sustentar sua família   e ser proprietário agrícolas e alguns pertences.


Não podia ser vendido, permanecendo  no feudo quando este por qualquer motivo passava a outro senhor.Era o regime da servidão da gleba.

Nem com a maior boa vontade poderia a sorte do camponês medieval ser considerada invejável. Pelo menos durante as estações de plantio e colheita, êle trabalhava do nascer ao pôr do sol e eram poucas as recompensas d~esse trabalho.
Seu lar, em geral era uma cabana miserável, construída de varas trançadas e recobertas de barro. Servia como única saída para a fumaçã um buraco no telhado de palha. O piso era de terra nua, frequentemente fria e encharcada pela chuva e pela neve.
A cama do camponês era uma caixa cheia de palha e a cadeira em que se refestelava, um môcho de três pés
Para o campesinato, o quadro econômico que emergiu após o século V trouxe novos desafios. Áreas que ofereciam poucas possibilidades para   o cultivo tiveram de ser trabalhadas no sentido de tornarem-se férteis e produtivas. Houve também aproveitamento de pântanos e florestas que forneciam frutas silvestres, alimentos para os animais e a madeira necessária para lenha e construções.
Sua alimentação era grosseira e sempre a mesma, constituída de pão preto ou misto, com algumas verduras de sua horta de verão e no outono , queijo e sopa, carne e peixe salgados, que frequentemente eram mal curados e tinham de ser comidos  meios podres.
Sofria fome quindo as colheitas eram más e havia até casos de morte por inanição. Era, é claro invarialmente analfabeto, vítima de temores superstisios.
O peixe dos rios completava a dieta. Também não deve ser esquecida a importância da apicultura para a economia rural, pois o mel já era utilizado como adoçante e a cera, aproveitada na fabricação de velas para a iluminação das igrejas.
Embora a maioria da população vivesse da agricultura ou da criação de animais, existiu   uma incipiente atividade comercial. Portanto não podemos dizer que houve retrocesso a uma economia " natural ". Mas sem dúvida cada feudo produzia o máximo possível para sua subsistência e ocorreu   uma escassez generalizada de moedas, em parte devido à circulação e à tendência ao entesouramento da aristocracia.
Além disso, a distribuição muito desigual da renda gerou um obstáculo ao bom funcionamento de um sistema monetário.
As mulheres desempenharam funções importantes na sociedade medieval. As camponesas auxiliavam sua família nas tarefas agrícolas cotidianas, enquanto as pertencentes às família nobres se encarregavam da tecelagem e da organização da casa, orientando  o trabalho das servas.
Muitas eram artesãs: nos grandes feudos da Alta Idade Média existiam oficinas  de produtos  como pentes, cosméticos, sabão e vestuário com mão-de-obra inteiramente feminina. Mas todas elas, desde as servas até as mulheres da alta nobreza, estavam submetidas a seus pais  e maridos. E a Igreja justificava e favorecia tal dominação, mostrando-se totalmente ao sexo feminino.Tratavam as mulheres com indiferença e algumas vezes com desprezo e brutalidade, pois o mundo, naqueles tempos, pertencia aos homens.Alguns teólogos chegavam a afirmar que a mulher era a maior prova da existência do Diabo



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A IGREJA LUTERANA


Vários príncipes adotaram o luteranismo por convicção, outros para contrair novos casamentos, outros ainda por interesses políticos.

Lutero admitia que o príncipe, além do seu poder civil absoluto, devia vigiar e governar, por direito divino, a Igreja cristã; que os bens eclesiásticos, devia pertencer á autoridade encarregada por Deus de governar a comunidade. Os princípes luteranos herdam assim toda a influência moral do Papa e, pela secularização dos bens eclesiásticos, aumentam sua fortuna.
O eleitor de Saxe, o Landgrave de Hesse, o Grão-Mestre da Ordem Teutônica, Alberto de Brandeburgo, aderiram ao luteranismo.
Lutero organizou, de 1526 a 1528 a nova Igreja de Saxe, que serviu de modelo a todas as outras. O Príncipe nomeia os pastores e superintendentes que inspecionam as Igrejas e mantêm a pureza do culto.
Os pastores podem se casar: Lutero desposou uma antiga religiosa, da qual teve filhos. Como só Deus é Santo, o culto da Virgem, a veneração dos Santos, e de suas imagens pintadas ou esculpidas, desapareceu.
Quanto aos sacramentos, conservam-se apenas dois, instituídos expressamente por Cristo: O Batismo e a Eucaristia.

Você sabia que......

...entre as proibições calvinistas, em Genebra, figuravam: proibição de diversões, como baile, jogo, teatro; de festas a que assistissem mais de vinte pessoas; do uso de jóias; do uso de cabelos compridos pelos homens; de usar nomes que não figurassem na Bíblia, de formular críticas ao governo.

...o nome presbiteriano vem de presbitério, assembléia de ministros e leigos instituídos por Knox, na Escócia, para governar as igrejas de cada província em lugar de um bispo.

...uma das vítimas da perseguição calvinista em Genebra foi o médico Miguel Servet, descobridor da pequena circulação do sangue.
...o rei Henrique VIII, da Inglaterra, após divorciar-se de Catarina de Aragão, casou-se
 com Ana de Bolena, que foi posteriormente, condenada à morte, e casou, sucessivamente com Joana Seymour. Ana de Cleves, Catarina Howard e Catarina Parr.

...Thomas Morus, autor do livro Utopia, foi condenado á morte pelo governo de Henrique VIII.

domingo, 21 de julho de 2013

MARAT


1743-1793

Era o ano de 1788, Luís XVI, herdeiro do falido Estado francês, parava salvar-se dos apuros, proclamarava a convocação dos Estados Gerais, parlamento que não seu reunia há mais de um século. Na verdade, dava início à Revolução Francesa.
Cinco anos após a convocação, o Dr jean marat o líder mais odiado desta Revolução, ídolo da plebe de Paris, conhecido como " o Amigo do Povo", tombaria sob o punhal de Charlotte Corday.

Marat, " o Amigo do Povo "
A 24 de maio de 1743, no Ducado de Neuchatel, então possessão dos Hohenzollern, família real da Prússia, nascia Jean-Paul Mara, futuro Marat. Seu pai ex monge sardo casara com uma suíça, Louise  Cabrol, da qual teve sete filhos. Gente da baixa classe, mas remediados, conseguiram dar alguma instrução à vasta prole: Jean Paul, o mais velho, pode estudar no colégio de Neuchatel, e seu outro irmão seria instrutor na côrte de Catarina II da Rússia.
Com dezesseis anos, Jean-Paul abandonou a casa paterna, indo viver na França. Em 1762, com dezenove anos, o jovem estava em Paris.
Era baixo, de ombros largos e braços fortes,   grandes olhos negros, nariz aquilino, fronte ampla, tez morena e voz vibrante.
Tinha aspirações intelectuais. Como êle próprio escreveu, " desde os primeiro anos fui devorado pelo desejo de gloria.....Com quinze anos quis ser professor, com dezoito autor, com vinte gênio criador, assim como agora quero sacrificar-me pela pátria "
Seus interesses eram variados filosofia, história ciências, literatura. Mas só havia bibliotecas nas grandes mansões; comprar   livros era luxo de ricos. Um rapaz de poucas posses devia pedi-los emprestados ou então frequentar a casa dos possuidores
Por essa e´poca, parece ter conhecido os enciclopedistas, que frequentavam o mesmo tipo de gente, um típico representante do Terceiro Estado reverenciava Rousseau e Montesquieu, ao mesmo tempo que repudiava o ateísmo tão em voga entre os iluministas.
Com 22 anos, Jean-Paul reside em Londres, frequenta o Saint Martin's Lane, café dos artistas e passa fome. Já nesse período, ainda sem ser médico, aventura-se a dar as primeiras consultas a fim de remediar alguns almoços. Tem vários amigos médicos e, " levado pela curiosidade de conhecer a alma humana " passa seus dias em hospitais e prisões.
Em Londres, viu ruelas imundas, lama lixo, ambulantes turbas de mendigos a dificultar o tráfego de nobres carruagens precedidas por truculentos lacaios. Uma multidão desempregada de rurais afluía à capital para viver de medicância, roubo e prostituição.
Por fim, um verdadeiro motim tomou conta da cidade, e Marat presenciou o povo sair ás ruas para bater-se pelas reformas, enfrentando os guardas-reais.sobre as reformas necessárias.
A revolta, a efervescência política, a audaciosa liberdade de expressão dos clubes da classe média, no decorrer da violenta campanha eleitoral de 1774, tiveram sobre Marat um efeito contagiante. Redigiu uma série de "discursos" 

Como não pudesses assiná-los sem que a polícia o expulsasse do país, publicou-os anônimamente, fazendo-se passar por inglês.
Esse movimento na Inglaterra influiu decisivamente no pensamento político de Marat. Foi por essa época que terminou de escrever As Cadeias de Escravidão.
Durante anos pesquisara livros de toda espécie, Plutarco, Tito Lívio, Tácito, Maquiavel etc.
A influência de Rousseau é indiscutível. " O homem nasceu livre e, em todos os lugares, êle se encontra agrilhoado", é o que diz o filósofo em seu livro Do Contrato Social
Em junho de 1775, Jean-Paul se diploma em medicina pela Universidade de Saint Andrew em Emdiburgo. Passa também a assinar Marat, afrancesando seu nome.
Sua vida sofre radical transformação . Mora em Soho, bairro elegante, e já pode pagar a publicação de seus ensaios e artigos médicos.
A 10 de abril do ano seguinte deixa Londres. em Paris consegue uma clientela rica e em pouco tempo, torna-se médico da moda. Entra a serviço do Conde d'Artois, irmão do rei e futuro Carlos X, com bom ordenado e alojamento.
Apesar de estar bem trajado não esquecia o que vira nas ruas, hospícios e prisões. 
Em janeiro de 1792 Marat conheceu Simone Evrad, costureira que Albertine Marat descreverá como " inflamada pelo espírito da liberdade". Durante os dezoitos meses de vida que restam a Jean Paul, ela será sua companheira devotada  , e por 31 anos sua fiel viúva.
Marat era sujeito a depressões cíclicas. A causa de seu desencorajamento deve ter sido a histeria guerreira, após o massacre do Campo de Marte, tomara conta da França.
A 11 de julho, na casa onde mora com a irmã e a mulher, dorme-se de portas abertas, o calor é insuportável. Por causa de uma doença da pele contraída na sua fase de fugitivo, quando morava em insalubres ruelas, Marat, passa seus dias mergulhado na banheira. Ali escreve, a cabeça envolvida num lenço com vinagre. Entram e saem os jacobinos, populares, amigos.Trazem comunicados e informações.
Numa loja do centro de Paris, Charlotte Corday, jovem aristocrática vinda de Caen, compra uma longa faca. Na manhã do dia 13, ela dirige-se á casa do " monstro ", o homem que tirou tudo de sua família e aos amigos, o "massacrador" de setembro.
Marat, constantemente interrompido escreve seus manifestos. Acordemos é hora. Não pode recebe-la. Charlotte volta à tarde. A situação é a mesma. "Deixem entra a cidadã", diz Marat distraído, deve ser mais alguma sugestão ou pedido. Continuando a escrever, " o Amigo do Povo " pede-lhe que aguarde apenas um instante. Segundos depois a faca se enterra em seu peito, enchendo a banheira de sangue.

Tomada da Bastilha, a 14 de julho de 1789, o povo de Paris intervém pela primeira vez na Revolução Francesa e tem início um processo que levará à decapitação de Luís XVI

A família real francesa recebe a notícia de sua condenação

O assalto à Bastilha durou 4 horas, e a libertação dos prisioneiros foi ra´pidíssima; na verdade havia apenas catorze. A fortaleza, situada no coração de Paris, tinha mais importância militar que outra coisa..



A Guarda Nacional, arama criada pelos burgueses de Paris durante a Revolução, foi inicialmente dirigida por Lafayette. Soldado com a tradicional farda dessa arma, tendo ao fundo a Bastilha toma

Guerra contra a Áustria

Robespierre

O plebeu parisiense ( san-culotte. Foram batalhões d~estes homens que em Valmy  salvaram a França e apoiaram os jacobinos na derrubada da monarquia


Os cafés foram importantes pontos de reunião e discussão, onde a imprensa revolucionária, como a de Marat e Camille Desmoulins, circulava livremente

Marat que antes da Revolução pensara em excluir as mulheres do direito de voto, mudou de ideia quando as plebéias de Paris demonstraram ser uma das mais ativas forças de sustentação do governo revolucionário

31 de maio de 1793. Os deputados girondinos após terem sua prisão decretada, deparam à saída da Assembléia com a maré de lanças dos plebeus que cercaram o edifício.
Em primeiro plano à esquerda de chapéu preto e capote amarelo, Marat segura as mãos de dois. patriotas. 

Triunfo Fúnebre de Marat






sábado, 15 de junho de 2013

RAINHA VITÓRIA

1819-1901

A Inglaterra, 
primeira potência industrial e colonial do mundo,
 a Inglaterra tinha na rainha 
o
 próprio
 símbolo de sua potência.


Descrição de Londres no inicio do século XIX
Bond Street, uma das mais elegantes  ruas do comércio  de Londres.

Nas elegantes calçadas de Regent Street, desfilavam as grandes personalidades da aristocracia, da política e das finanças. As ultimas criações de moda expostas nas vitrinas, ostentadas pelas mais belas damas da época
Vitrines ricamente decoradas, damas vestidas passeando de braço dado, impecáveis fiés a etiqueta. Carruagens deslizavam, cocheiros de libré aguardando a volta de seus senhores, abrindo-lhes a porta dos veículos.
Em Londres depois das 5 escurece rápido no inverno, e as damas começam a se retirar-se. Lojas expunham produtos finos, presuntos, doces finos, frutas secas etc.
Situação econômica inglesa:
Milhares de camponeses ou ex-camponeses que haviam abandonado, as terras de seus senhores afluíam em massa às cidades.
As ricas jazidas de ferro e carvão permitem fornecer emprego a grande parte desta população.
Graças á máquina a vapor e outros progressos técnicos, desenvolvia-se uma indústria sem rival em todo o mundo..
Para produzir e vender barato no estrangeiro, os industriais economizavam tudo o que podiam na matéria-prima e nos salários.
Sua jornada iniciava-se  às 6 da manhã e terminava às 20,30 ( no inverno 0. Durante o verão começava às 4 da madrugada e chegava, por vezes até as 22 horas.
Empregava-se também o trabalho feminino, pago pela metade do masculino, ou o trabalho infantil.
As fábricas era um lugar cheio de mulheres, todas jovens, algumas grávidas, obrigadas a ficara de pé durante doze horas. Trabalhavam das 5 da manhã as 7 da noite, com apenas meia hora de descanso. O calor era sufocante e o cheiro desagradabilíssimo.
As condições de trabalho eram desumanas
As novas e modernas indústrias inglesas do século XIX, o lucro sua principal preocupação, sem escrúpulos, uma jornada de trabalho longa com salários reduzidos, onde mulheres homens e crianças são exploradas.

Quem governava nesta Inglaterra industrial!!
O governo era uma monarquia constitucional, onde o rei aceitara a limitação de seus poderes em favor do Parlamento.
Quando morre Guilherme IV, em 1837, não há herdeiro masculino para a cora inglesa. Nesta condições, a tradição ingl~esa admitia a sucessão feminina, que já dera certo com a grande Elizabeth. Desta vez, sem outra alternativa, a cora britânica foi colocada na cabeça de uma jovem com apenas dezoito anos Vitória, tem sua nova rainha.
 

Vida de Vitória: infancia
Não teve irmãos e irmãs, com quem conviver, educada de forma austera pela mãe, a Princesa Vitória passara a vida encerrada no Palácio de Kensington. Sob a direção de severas instrutoras, aprendera o francês e o alemão, além de outros conhecimentos julgados indispensáveis para quem provavelmente herdaria a coroa. Nenhum contato fora-lhe permitido com a corte, julgada imprópria para a princesa.

Vitoria casa-se em 1840 com seu primo Alberto Saxe-Coburgo, teria com ele uma vida de família verdadeiramente exemplar. Juntamente com os noves filhos, o casal real viveria no Palácio de Buckingham, sem adultério, sem escandá-los. Era uma transformação radical na imagem que se fazia da monarquia.
A harmonia conjugal da rainha  seu vestido de seda negro, os hábitos simples e mesmo puritanos que se instaura na côrte tornam-se um modêlo para a Inglaterra.
Sem  dúvida , a rainha reina, mas não governa. O parlamentarismo britânico não cederia uma só polegada a qualquer forma de autoritarismo monárquico. Mas a figura  da rainha o caráter solene que ela atribui ás instituições, parece prometer uma era de paz, estabilidade e progresso.
 
Tendo em suas mãos o príncipe herdeiro Alberto, a Rainha Vitória oferece á Inglaterra um exemplo de moralidade e de vida familiar.


Como foi os primeiro anos da chama Era Vitoriana!!!!!!!!
Nos bairros populares as condições de vida eram deploráveis. Petições chegavam ao palácio, reclamando medidas da rainha em favor das crianças.
Se na Inglaterra a situação das classes desfavorecidas era das mais difíceis, na Irlanda ela era catastrófica,
No entanto, a Irlanda era um país agrícola, teoricamente, não deveriam faltar alimentos.Acontece porém, que a maioria de suas terras eram propriedades  de ingleses. Verdadeira aristocracia colonial, tais senhores alugavam a terra aos lavradores irlandeses.. Além desse aluguel e de uma porcentagem da produção, os camponeses deviam pagar ainda pesados impostos à Igreja Anglicana ( protestante ).
Em 1845, u ma praga atinge as plantações de batata na Irlanda, destruindo toda a colheita. Como se não bastasse , uma epidemia atinge o rebanho suíno. A fome torna-se uma catástrofe nacional: mais de uma milhão de camponeses abandonam as terras e dirigem-se para a Grã-Bretanha à procura de trabalho.
Vida conjugal da rainha:
Juntamente com o Princpe Alberto, a rinha passava a maior parte do tempo fora de Londres. A vida retirada que levavam destoava da pompa de Buckingham ou mesmo do Palácio de Windsor. Graças ás economias feitas no orçamento doméstico, Vitória adquire o Castelo de Osborne, na ilha de Whig, e posteriormente o de Balmoral, nas Escócia.
Não são castelos gigantescos, mas tem enormes jardins  e situam-se perto de bosques onde, periodicamente, o Príncipe Alberto organiza as tradicionais caçadas á raposa.
Em contato permanente com a natureza, Vitória e Alberto levantam-se cedo, dormem cedo, comem pouco, bebem menos ainda. Passam o tempo na companhia dos mais jovens de seus noves filhos, pois a primeira filha - Vitória - casa-se bastante cedo com o príncipe herdeiro da Prússia.da rainha na vida política.É reduzida a participação na vida política.  Limita-se a presidir solenidades importantes, como a abertura de sessão no Parlamento ou o tradicional discurso do trono, em que simplesmente expressa a apolítica do primeiro-ministro. Simples e majestosa, Vitória aparece como uma espécie de árbitro entre o governo e o povo, exercendo influência moderadora nos conflitos parlamentares e projetando a imagem de uma Grã-Bretanha serena e poderosa.
Quando o Príncipe-Consorte Alberto morre, em 1861, a Inglaterra inteira juntar-se à tristeza da rainha.
O mundo todo procura a etiqueta " MADE IN INGLAND"

No ano de 1848, um esplêndido baile reune a corte no Buckingham Palace. Enquanto isso nas, era derrotada pelas armas a revolta cartista.
Rainha numa ilha e imperatriz em quatro continentes
Em todos os continentes, as bases navais britânicas asseguram a dominação dos mares: Gilbratar, Chipre, Suez, Trinidad, Cidade do Cabo, Santa Helena, Aden, Ceilão, Singapura.
Etapas na rota das colônias ou importantes entrepostos coloniais em toda parte tremula a bandeira da Inglaterra. Esta pequena ilha  era dona de um fabuloso império.
Em 1876, Vitória recebe o título de Imperatriz das Índias
O ano de 1887 começa a festa na Inglaterra. Retratos da rainha são vendidos em todas as esquinas e afixados orgulhosamente na paredes das residências. Até nos vidros de geleia , aparece uma inscrição: "1837-1887 --Vitória , a Boa", vindo em seguida o lema nacional: " Paz e Abundância".
A Rainha Vitória festejava seu jubileu de ouro -- cinquenta anos de reinado. Sua popularidade era grande, especialmente nas camadas sociais que haviam colhidos frutos da expansão econômica e colonial. Para a grande maioria da população inglesa, era no entanto uma espécie de " vovó" caridosa, a quem se deviam creditar os fatos felizes e perdoar os infelizes.
Dez anos mais tarde, Vitória celebraria ainda o seu jubileu de diamante. Mas, nessa altura, os ingleses já não teriam tantas razões de contentamento. A fase de expansão que marcara quase toda a Era Vitoriana parecia-se aproximar-se ao fim

A produção de carvão já não crescia no mesmo ritmo, o mesmo ocorrendo com a produção de aço, e a Grã Bretanha já não era a primeira e mais avançada potência do globo. Tinha sido ultrapassada pelos Estados Unidos e pela Alemanha; esta se tornara uma ativa concorrente dos ingleses em mercados até então considerados exclusivos.
As consequências financeiras são graves para a Inglaterra; seus próprios banqueiros e capitalistas preferem investir nos Estados Unidos.
Com 75 anos, a Rainha Vitória conserva toda a energia. Numa mensagem enviada aos soldados britânicos em luta na ´Africa, acentuava:
"Peço-v-s que tenhais presente o fato de que aqui ninguém está deprimido. Não me interessam as possibilidades de derrota; elas não existem".
Com oitenta anos de idade, retir4ar-se para o castelo na Escócia, onde passara, em companhia de Alberto, os melhores momentos de sua vida. A 18 de janeiro de 1901 os filhos são chamados à sua cabeceira. Está presente ainda seu primo Frederico Guilherme, rei da Prússia. E nos seus braços que morre Vitória no dia 21 de janeiro.
Com a velha rainha também o grande século de supremacia britãncia. Seu reinado englobara um longo período histórico, que foi marcado pçela sua figura de " vovó" caridosa. Era o fim da chamada , Era Vitoriana