segunda-feira, 25 de abril de 2016



 IMPERADORES FIZERAM LOUCURAS

VOCÊ SABIA

Um império muito louco

Soberanos eram tão pirados que um chegou a se castrar em público

Uma demência cavalar


vamos conhecer estas loucuras 

eu eim


Putz parece mentira, parece incrível, inacreditável, maluco, mas que muitos imperadores aprontaram, parecem nosso políticos só confusão, só roubo, enfim, não da para acreditar e nem pensar que isso aconteceu a tanto tempo:

cavalos com altos cargos;
assassinato;
paranoia;
mau gênio
paixão;
castração em público;
governantes sem muita reputação;
envenenamentos;
fraticídios ( ação culposa de matar o irmão ou irmã ),
e
parrícidios ( homicídio praticado pelo filho contra o pai );
comportamentos extravagantes;
crueldade com familiares e estranhos;
gula e embriagues descontroladas

UM IMPÉRIO EM DECADÊNCIA.


Atitudes de imperadores e senadores inconsequentes e malevolentes ontem e hoje.
O que vamos relatar passou a milhares de anos, portanto os nosso valores, nosso costumes, são diferentes daquela época, mas persisto em dizer que a confusão e a malevolência era generalizada e a mesma da ´nossa política. Não consigo ver muita diferença entre os antigos governantes e os de hoje.
Que tal darmos um desconto e sem julgar os valores de antigamente com os nosso valores ficar conhecendo o que aconteceu a milhares de anos.

AI VAI:

CALÍGULA

ÉPOCA: 37 A 41 d.C.



Caio Júlio César Augusto Germânico, também conhecido como Caio César ou Calígula, foi imperador romano de 16 de março de 37 até o seu assassinato, em 24 de janeiro de 41. Foi o terceiro imperador romano e membro da dinastia júlio-claudiana, instituída por Augusto. Ficou conhecido pela sua natureza extravagante e cruel. Foi assassinado pela guarda pretoriana em 41, aos 28 anos.
A sua alcunha Calígula, `a qual significa "botinhas", foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça em vê-lo mascarado de legionário, com pequenas cáligas ( sandálias militares ) nos pés.

INCITATUS:
                                    seu cavalo


Se foi verdade ou não quem sou eu para contestar, boato ou não foi registrado nos anais da história por ter nomeado seu cavalo INCITATUS como cônsul, alto cargo de oficial, tinha como função comandar exércitos.Seu cavalo lhe era mais querido do que qualquer ser humano. Além de lhe oferecer uma mangedoura de marfim, Calígula levava o animal consigo para as orgias de que tanto gostava.A fim de dispor de um local adequado para celebrar as lendárias festas, mandou construir dois enormes barcos de 74 metros de comprimento que permaneciam atracados nas margens do Nemi, um pequeno lago próximo de Roma.


ABSURDO

OU

 NÃO

 TAI A HISTÓRIA PARA NOS CONTAR


Calígula ficou famoso pela sua crueldade, teria determinado que criminosos fosse servidos como refeição para os animais selvagens
Foi acusado também de ter transado com suas três irmãs
VERDADE OU MENTIRA FOI REGISTRADOS NOS ANAIS DA HISTÓRIA





CLAUDIO



ÉPOCA:41 A 54 d.C

Tibério Cláudio César Augusto Germânico, foi o quarto imperador romano da dinastia júlio-claudiana, e governou de 24 de janeiro de 41 d.C. até sua morte em 54.
Nascido na atual Lyon, na Gália, foi o primeiro imperador romano nascido fora da península itálica.
Ele era manco e levemente surdo, tinha falta de experiência militar.
Claudio sob ao trono imperial em 41.d.C.,após o assassinato de seu sobrinho Calígula pela guarda pretoriana.
Foi casado quatro vezes, e em nenhum destes casamentos foi feliz. As duas primeiras mulheres foram repudiadas e a terceira, Messalina, foi executada por traição, adultério, libertinagem e acusação de conspiração. Foi com Messalina que Claudio teve os seus dois únicos filhos, Britânico e Otávia, que casaria com o irmão adotivo, o imperador Nero.
No final da vida, Cláudio tornou-se bastante permeável à influência de Agripina, sua quarta esposa. Por causa desta ele deserdou o seu próprio filho e nomeou o enteado Nero como seu sucessor.
Desconfiado de que sua esposa promovia orgias com os amantes ele teria ordenado que ela fosse executada juntamente com 300 suspeitos de participar das festinhas ( eita mulher fogosa ).
Tinha como diversão o hábito de assistir às sessões onde os criminosos eram torturados até a morte.Também tomava decisões folclóricas, como autorizar a livre flatulência durante os banquetes , ou seja liberou geral o pum ( eita fedentina ). E chegou a publicar um decreto para que a população não reprimisse as ventosidades.
Imaginou se esta moda pega nos bailes funks, nas festas, nos eventos nos metros e ônibus coletivos, eu eim que loucura muita maluquice.
Difícil de acreditar mas a história esta ai contando um passado bem passado, diz nos anais da história que este imperador matou a família e foi ao senado.......que frieza, como pode.....até onde é verdade.......mas vamos lá.


NERO 


ÉPOCA:54 A 68 d.C

Você sabia que Nero foi responsabilizado pela morte de sua própria mãe Agripina, com quem se dizia que mantinha uma relação incestuosa. Assassinou a primeira mulher, Octávia, da qual se divorciara para casar com Popeia Sabina. Envenenou, Sexto Afrânio Burro, seu fiel pretoriano e homem de confiança por o ter criticado.Bonzinho este imperador, parece que tinha bom caráter e uma boa índole.......
Que loucura,
 como pode, que absurdo,
 mas a história esta ai para contar
 Que loucura como pode esse absurdo mas a história esta ai para contar.



Em 19 de julho de 64.d.C., Roma é assolada por um incêndio. Em meio a noite um fogo imenso perto do " Circo Máximo " devasta toda a cidade de Roma. Nas alturas de Roma observa a cidade em chamas recitando versos  e dedilhando a lira. Após esse terrível incêndio faria construir um novo palácio. A plebe acusa de ter provocado o incêndio para reconstruir Roma de acordo com seu gosto. O imperador déspota rejeitou a responsabilidade pelo desastre jogando a culpa sobre a minoria cristã. A partir de então começaria perseguições religiosas sem precedentes criando um clima de terror entre aquela comunidade.
Provavelmente não foi Nero quem provocou um incêndio arrasador em Roma, tinha um hábito macabro de lançar cristãos a cães ferozes e esfomeados que os despedaçavam vivo .Difícil de acreditar tanta loucura e bizarrices de um imperador cruel e narcisista.
Em 9 de junho de 68 d.C., declarado inimigo público pelo senado romano. Nero fugiu de Roma, este preparou-se para se suicidar com a ajuda do seu secretário, um escravo liberto, a quem ordenou que o apunhalasse quando um soldado romano se aproximava. As últimas palavras de Nero demonstraram o seu interesse pelas artes: "QUE ARTISTA FALECE COMIGO".
Com sua morte desapareceu a dinastia júlio-claudiana e o Império entrou num período de guerras civis conhecidas como o Ano dos Quatro Imperadores.
68 d.C.: Morre Nero,
 imperador que pôs fogo em Roma



DOMICIANO




ÉPOCA:81 A 96 d.C

Tito Flávio Domiciano, conhecido como Domiciano, foi imperador de Roma.
É descrito como um tirano cruel e paranoico, um dos imperadores mais odiado sendo comparado as suas ações com Calígula ou Nero.
Foi acusado de ter causado a morte do próprio irmão e de ter executado um primo além de esmagar com violência e crueldade qualquer tentativa de rebelião.
Considerado paranoico e raivoso, Domiciano via suspeitos de conspiração por todos os lados, tratando-os como inimigos a serem exterminados. Implantou um regime de terror contra membros importantes do Senado e exigia ser tratado como um deus. 
Inteligente e trabalhador, o que botou a perder foi seu orgulho. Ciumento desconfiado e egoísta chegou a forrar as paredes dos seus palácios com espelhos para poder ver tudo o que acontecia ao seu redor e, e sobretudo para descobrir se alguém pretendia atentar contra sua vida pelas costas.Acabou não conseguindo evitar ser assassinato numa conspiração promovida por sua mulher.
UMA MALUQUES SÓ NÃO ACHAM EITA COMO SOFRIAM OS ROMANOS

A sua morte marcou o final da dinastia flaviana, bem como a instauração da dinastia antonina.


CÔMODO






ÉPOCA:177 A 192 d.C


Lúcio Aurélio Cômodo romano aos 19 anos de idade, tornou-se uma das figuras mais representativas da perversão que o poder absoluto provoca nos homens. Cômodo dedicava-se as lutas de gladiadores, sendo ele mesmo um praticante nesta arte de matar. Morreu no ano 192 fruto de conspiração palaciana depois de um reinado de treze anos de terror



C�modo (161-192), imperador cruel e hedonista

Criado em meio ao vozerio dos acompanhantes militares e ao som das trombetas e gladiadores de guerra, decidiu-se pela espada e não pelo livro. Quanto mais o pai refletia, mais o filho se embestava.
Costumava descer à arena para lutar como gladiador em violentos espetáculos públicos. Mas, ao contrário do que acontecia nos combates comuns, o imperador não corria grandes riscos, seus adversários sempre o deixavam vencer e depois tinham as vidas poupadas.
Além de se achar um gladiador invencível. Cômodo acreditava ser o semideus Hércules e exigia que o adorassem como tal.
Pelo que percebemos nos relatos, Cômodo não passava de um lutador de meia tigela.Filho de Marco Aurélio não tardou a desiludir seus súditos exibindo um comportamento oposto ao do pai.
Vaidoso e libertino, deixou os assuntos públicos nas mãos de corruptos com os quais partilhava o dinheiro que roubava ao estado ( PARECE QUE TO VENDO ESTA CENA NO BRASIL ATUAL, PARECE QUE A HISTÓRIA NÃO MUDA NUNCA ELE É SÓ CÍCLICA ).
Era um fanático dos espetáculos no Coliseu. Cobrava ao erário público um milhão de sestércios por luta, o que esgotou a paciência do povo romano




CARACALA.....O GRANDE MALUCO





ÉPOCA:198 A 217 d.C

Marco Aurélio Antonino, conhecido como CARACALA,foi imperador romano.
Nascimento: 4 de abril de 188 d.C
Cônjuge: Fúlvia Plaucila
Assassinado em : 8 de abril de 217 d.C. Harã, Turquia
Casa: Dinastia severa
Filiação: Júlia Domna, Septímo Severo
Irmão: Geta




Mentalmente instável (211-217), foi um indivíduo colérico desde a adolescência.
Numa ocasião estava prestes a apunhalar pelas costas o pai em público.
Detestava o irmão Geta com quem teve de partilhar o trono e acabaria por assassinar em Roma juntamente com milhares dos seus partidários em 212.
A partir daí, não regressaria à cidade. Passou a vida em guerras e tentava imitar o seu ídolo, Alexandre Magno, passando a se vestir e a se comportar como o ídolo.
Um dos maiores absurdos ainda na adolescência com a instabilidade mental, em certa ocasião quase tentou esfaquear o pai pelas costas.
Detestava a esposa que condenou ao exílio e mais tarde mandou mata-la.



HELIOGÁBALO





ADOLESCENTE SODOMITA QUE FOI IMPERADOR E TRAVESTI



Reinado: ( 2188 A 222 )
Sucessor: Alexandre Severo
Dinastia: severa
Nome: Sexto Vário Avito Bassiano 
César Marco Aurélio Antonino Augusto como imperador.
Recebeu o cognome de Heliogábala após sua morte. Durante sua juventude, serviu como sacerdote do deus El-Gabal ( na província da Síria )


Começou  o reinado caracterizado principalmente por escândalos sexuais e controvérsias religiosas. 
Mostrou desrespeito às tradições religiosas romanas e tabus sexuais. 
Casou-se 5 vezes,
 levando favores dos bajuladores masculinos que se pensava popularmente terem intenções de serem seus amantes,
 e de que
 se prostituía no palácio imperial .
 Seu comportamento o distanciou da guarda pretoriana , do senado e dos cidadãos.
Heliogábalo, com apenas 18 anos,
 foi assassinado 
pelo seu primo Alexandre Severo,
 numa conspiração feita pela sua avó Júlia Mesa e os membros da guarda pretoriana.
Criou uma reputação
 como excêntrico, decadente. 
Dizia-se que abandonou a si mesmo para ter prazeres grosseiros e ser descontroladamente furioso. 
Com um comportamento pra lá de excêntrico, 
esse maluco
 castrou-se publicamente em nome de um culto religioso. 
O povo também acreditava que
 Heliogábalo era travesti,
 crença reforçada por seu costume 
de indicar para altos cargos
 rapazes que se destacavam só pela beleza.
Enquanto o caos reinava,
  dedicou-se de corpo e alma a todos os vícios e prazeres imagináveis 
com escravos, soldados, gladiadores e toda a espécie de homens.
 Para ter o máximo de parceiros 
em uma única noite,
 recrutou prostitutos nas ruas e instituiu campeonato
 onde o vencedor
 seria aquele que mais atraísse mais fregueses.
Passou a vestir-se, depilar-se e pintar-se como mulher. 
Passou a adotar voz e trejeitos femininos. Fez público oferecimento de enorme soma ao médico que conseguisse lhe implantar órgãos sexuais femininos . 

SE REALMENTE

 FOI FEITA

 OU 

NÃO

 NÃO SEI

Mas os romanos passaram a vê-lo como aberração que precisava ser banida do império.
Heliogábalo viveu apenas 18 anos e reinou somente 4 anos de mais completa anarquia, surrealista loucura e frenética luxúria que o mundo já vira.
Heliogábalo, o pior, o mais escandaloso e o mais imoral imperador que Roma teve em toda sua história.
Casou-se com um homem chamado Aurélio Zótico, um atleta, numa cerimônia pública no palácio imperial.Costa que mandou retirar seu sexo.
Finalmente ele reservou um quarto no palácio e lá cometeu as suas indecências, sempre nu à porta do quarto como fazem as prostitutas, e abanando a cortina pendurada em anéis de ouro, enquanto numa voz doce se oferecia aos que passavam.
Ese adolescente chegou ao poder por meio de um golpe de estado organizado por sua mãe.
Fim trágico decapitado jogaram seu cadáver no rio Tibre e sua mãe teve a mesma sorte.




Bom vimos o bastante,
 imperadores dementes, inconsequentes, irreverentes.

Júlio Cesar consentiu que erguessem uma estátua que o consagrava como Deus(44 a.C.).
Na Roma antiga a homossexualidade não estava presente apenas nas ruas entre os nobres, mas também dentro dos palácios.
Engraçado essa homossexualidade romana, pois o ato sexual com o dono e seu escravo era algo aceitável, desde que o cidadão tenha sua posição sexual como ativo na relação, caso contrário não estranho.
Os casos de estupros eram protegidos por lei, os adolescentes livres, homens e mulheres e casadas eram protegidas por lei a partir de 149 d.C.
Podemos perceber que a história deste imperador tem certas semelhanças com outros monarcas sendo o caso de Luís XIV, conhecido com rei Sol, onde sua homossexualidade aparece os relatos, mas o que motivou sua queda foi sua loucura e exagero abusando do poder como imperador.

Pergunta: 
Se ele Heliogábalo e os outros tivessem vivido nos dias atuais será
 que sua homossexualidade 
seria
 mais aceita.
Imaginem presidentes ou presidentas 
querendo mudar de sexo através de cirurgias 
pra mudança de sexo
 como seria isto


       

terça-feira, 19 de abril de 2016


BREVE HISTÓRIA DAS ERVAS:
PARTE II



remédios que curavam

REIS E RAINHAS






Império Romano







O saber deslocou-se para Roma, lá encontramos os dois maiores herbolários da Era Crista: Dioscórides e Galeno. O primeiro foi médico de Nero e com ele e seus soldados viajou para todo o mundo mediterrâneo, colecionando centenas de tipos de plantas.um livro, um catálogo de medicina herbolária intitulada " De Maneira Médica ". Essa obra serviu de base a maior parte dos conhecimentos médicos do Oriente, depois entrou no Ocidente pelas mãos dos sarracenos e espalhou-se pela Europa, tornando-se a principal fonte de informações médica por centenas de anos


Idade Média




 os mosteiros tornaram-se centros importantes de estudo. Os livros  e manuscritos existentes foram todos recolhidos pelos monges que se apoderaram do saber antigo. Ao redor das igrejas, mosteirose conventos foram cultivadoas ervas, utilizadas como alimentos, bebidas e medicamentos. Muitos destes herbários ainda existem e são conservados até hoje na Europa, principalmente na Inglaterra.


Idade Moderna


Marco Polo


as viagens de Marco Polo ao Oriente, a chegada as Índias, o trazer da babosa, o cravo , a canela a carambola, o gergelim ( vegetais originários da Índia )

a invenção da imprensa, em 1450, e as descobertas marítimas, inicia-se um novo ciclo,que posteriormente iriam mudar a face do planeta


Em 1536, o rei inglês Henrique VIII, fundador da Igreja Anglicana, sofreu um grave acidente durante um torneio no palácio de Greenwich.
Em uma disputa sobre cavalos , o monarca caiu do animal que, por sua vez, caiu por cima dele. Ambos vestiam armaduras pesadas. O rei desmaiou e permaneceu inconsciente por duas horas
Historiadores acreditam que o episódio tenha sido responsável pela busca mudança de personalidade do monarca: Henrique VIII passou de homem generoso a tirano paranoico. Dez anos antes, em 1524, o monarca já havia sofrido um acidente semelhante.
Na ocasião, Henrique VIII ─ que não gostava de abaixar a viseira do capacete ─ foi golpeado no olho direito pela lança do oponente. Depois disso, começou a sofrer constantes enxaquecas.
O remédio prescrito ao monarca foi simples: nozes, pela semelhança com o crânio humano.
Por razões não medicinais, Henrique VIII comia, carnes, legumes e verduras, alimentos 
Portanto a cor da urina ou a consistência das fezes indicava se o monarca estava doente se baseava na ( Hipocrática )
No caso das hemorroidas, o remédio prescrito era a raiz de Ranunculus ficaria, po r sua semelhança com as veias inflamadas do ânus.
Havia também uma cura para os problemas de digestão que não se inspirava na Grécia Antiga, mas na América recém-descoberta: enemas (lavagem que injeta água no intestino) de fumo de tabaco.
Naquela época, o tabaco havia acabado de chegar à Inglaterra e acreditava-se que o fumo curava muitas dores, entre elas a constipação e a dor do estômago.
Outro grande problema era a sífilis, particularmente entre os marinheiros. Especula-se que Henrique VIII também sofria da doença, mas isso nunca foi confirmado.
Legumes e verduras, alimentos associados às classes mais baixas, não estavam presentes na mesa do monarca. E quando Henrique VIII os comia, eram sempre cozidos, como as frutas ─ na época acreditava-se que quem comesse frutas cruas poderia contrair peste.
Além disso, um dos principais passatempos de Henrique VIII era andar a cavalo.Por causa disso, não causa surpresa que o monarca sofresse de hemorroidas.


No reinado  de Elizabeth I da Inglaterra (1558-1603 ), certas ervas, especialmente as especiarias, tinham um valor e importância tão grande quanto o outro ou a prata ambicionada por piratas que infestavam todos os oceanos.
Esta Inglaterra, repleta de reis e rainhas e piratas, era também a Inglaterra das bruxas, fadas e duendes, seres sobrenaturais aos quais pertencia o saber das ervas. Mesmo assim, rara era a dona de casa que não possuía armário com plantas medicinais para as doenças do dia-a-dia 
Acreditava-se, por exemplo, que o gengibre, por sua semelhança com o estômago humano, poderia aliviar doenças digestivas. Coincidentemente, de acordo com alguns especialistas modernos, o uso do tubérculo era adequado para a finalidade a qual se propunha no passado.
Filha e uma das sucessoras de Henrique VIII, Elizabeth 1ª era particularmente seletiva com sua comida. Exceto quando se tratava de doces.
Por causa deles, os dentes da monarca ficaram repletos de cáries, escureceram e caíram.
Em determinada ocasião, Elizabeth 1ª teve uma dor de dente tão forte que foi necessário extrair-lhe um molar. Mas a ideia lhe causava tanto pavor que dentistas tiveram de extrair um molar de um bispo na frente da monarca para mostrar que o procedimento não seria doloroso.Foi o único molar que a rainha permitiu que lhe fosse tirado. A rainha tinha uma cútis angelical.
Em 1562, quando Elizabeth 1ª estava no trono havia quatro anos, ela caiu doente.A rainha ficou tão mal que membros da corte acreditavam que ela morreria.
Ela contraiu varíola, uma das várias epidemias urbanas que frequentemente obrigavam os reis ou seus descendentes a se confinarem em palácios distantes de Londres, ora para prevenir o contágio ora para se recuperar.Na ocasião, o problema não desapareceu quando a rainha melhorou.
As cicatrizes da doença que permaneceram visíveis em seu rosto poderiam prejudicar a imagem da Rainha Virgem.As marcas eram similares às da sífilis ou da catapora.
Além disso, elas colocavam em risco a ideia de rosto perfeito com a qual a rainha tinha de representar pureza e força.
Foi por causa disso que Elizabeth 1ª passou a cobrir completamente o rosto com maquiagem branca.
Isso porque sendo virgem e sem herdeiros ela tinha de fazer todo o possível para se manter jovem e atraente, como se nunca envelhecesse.
O remédio para suavizar as cicatrizes era a romã, pela semelhança da fruta com as marcas deixadas pela varíola.
Acreditava-se, por exemplo, que o gengibre, por sua semelhança com o estômago humano, poderia aliviar doenças digestivas. Coincidentemente, de acordo com alguns especialistas modernos, o uso do tubérculo era adequado para a finalidade a qual se propunha no passado.





domingo, 17 de abril de 2016



BREVE HISTÓRIA DAS ERVAS:
PARTE I



remédios que curavam

REIS E RAINHAS




O homem antes mesmo de conhecer a escrita já usava ervas para fins alimentares e medicinais.
O



Percorrendo a história  a evolução da humanidade e sua trajetória no planeta terra, nos deparamos com informações sobre alguns tipos de remédios utilizados pelos nossos antepassados principalmente reis e rainhas  se utilizando de remédios que curavam.



Naquela época, ficar doente, muitas vezes, podia ser fatal. 

  1. Mas para reis e rainhas, contrair uma doença era um problema ainda mais sério: 

a morte de um monarca poderia desencadear uma sangrenta guerra de sucessão e 

colocar em risco as conquistas do império.

Por causa disso, todo tipo de remédio era usado para aliviar qualquer mal-estar que acometesse a quem tivesse 
"sangue azul".



Os egípcios:





  •  Os egípcios utilizavam ervas aromáticas na medicina, cosmética, culinária e, sobretudo em sua técnica nunca superada, de embalsamento. Eram de uso comum plantar ,tomilho, anis, coentro, cominho, papoula, cebola e outros,
  • Ervas dissolvidas em vinho foram descobertas na tumba do rei Escorpião, um dos  primeiros faraós egípcios. Usavam remédios herbários dissolvidos em bebidas alcoólicas
  • Médicos descrevem procedimentos médicos, relatam que os egípcios acrescentavam ervas no vinho, na cerveja e na água para uso sedativo da dor, laxantes, diuréticos e afrodisíacos
  • Ervas usadas no vinho são o coentro, a hortelã, a sálvia, a carvalhinha, a segurelha, o tomilho e, ainda atanásia e as resinas de arvores empregadas como conservantes.
  • Muitos deste ingredientes são usados ate hoje no Egito com as mesmas finalidades


LÓTUS AZUL (BLUE LÓTUS)  – ERVA DA MENTE, CORPO E ESPÍRITO
BLUE-LOTUS
O Lótus Azul é uma das plantas mais sagradas desde os antigos Egípcios, onde suas propriedades de conscientização foram bem conhecidas e aproveitadas. É geralmente associado às origens da vida e a perspectiva divina. A planta era usada no Egito para estimular o desejo sexual e as praticantes medicinais egípcias usavam esta flor para estimular o fluxo de sangue e também como um tratamento anti-envelhecimento. Os antigos adoravam esta visionária planta como um símbolo das origens da vida. Quando misturada com água ou vinho, e ingerida, ela age como um intoxicante. O Lótus azul foi usado para atingir estados de euforia de consciência visionária.
Índia




objetivo da medicina Hindu era prolongar a vida e a principal fonte de conhecimento para tal eram as ervas, filhas diletas dos deuses. Elas só poderiam ser colhidas por pessoas puras e piedosas, devendo crescer longe da vista humana e do pecado. Eram usadas basicamente de duas formas: como elemento para limpar o corpo, estimulando suas secreções e como sedativo.



Grécia




Popularizou-se uma corrente peculiar da medicina antiga: a chamada teoria ou doutrina de assinaturas.
De acordo com essa suposição, que vem da Grécia Antiga, se uma planta se assemelhasse a uma parte da anatomia do corpo humano, ela poderia curá-la.
Veremos algumas plantas que tratam determinado sistema ou órgão no corpo humano realmente se parecem com ele.
As nozes são bem conhecidas por sua grande quantidade de ácidos graxos especialmente o omega 3 etc



PARTE II continua outra página



domingo, 10 de janeiro de 2016



BRUXAS




"NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS QUE ELAS EXISTEM, EXISTEM "


BRUXAS : jovens possuíam o charme mágico e elixires capazes de seduzir qualquer homem;




BRUXAS :velhas, eram bastante temidas por causa de suas terríveis maldições




Na Inglaterra e França, as velhas tornaram-se responsáveis pelos Conto de Fadas, dito as pequenas crianças para entretê-las. O mito das Bruxas sobrevivei à gerações, e chega aos dias de hoje quase intocado principalmente no leste europeu e países com grandes florestas densas e perigosas, capazes de esconder que os mortais não conseguem entender.
Durante muito tempo as bruxas foram temidas e caçadas pela inquisição, por causa do mistério que transmitiam.
Métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural. 
Uma bruxa é geralmente retratada como:



 uma mulher velha, 

nariguda
 e 
encarquilhada,

 exímia e contumaz manipuladora

de


 e
 dotada de uma gargalhada terrível.

. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. 



Diziam que as bruxas voavam em vassouras à noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más.
Até ao século XIII a Igreja não condenava severamente esse tipo de crendice. Mas nos século XIV e XV, o conceito de práticas mágicas, heresias e bruxarias se confundiam no julgo popular graças à ignorância.
Eram, em geral, mulheres as acusadas. Hereges, cátaros e templários foram violentamente condenados pela Inquisição, tomando a vez aos judeus e muçulmanos, que eram os principais alvos da primeira inquisição (século XIII).
Foi exatamente a partir da primeira inquisição que a iconografia cristã passou a representar o "Arcanjo Decaído" não mais como um arcanjo, mas com a aparência de deuses pagãos.Tal fato levou, séculos após, à suposição de que bruxas eram adoradoras do demônio,
O uso alternativo do nome Lúcifer para designar o mal encarnado, na visão cristã, agravou a ignorância a respeito do culto das bruxas, uma vez que o nome Lúcifer, pela raiz latina, representa portador/fabricante da luz (Lux Ferre), 

Quem eram elas:


Eram pessoas acusadas de fazer feitiços e usar poderes sobrenaturais, supostamente obtidos em rituais satânicos e pactos com demônios.
A maior parte dos casos de perseguições contra bruxas, queimadas em fogueiras coletivas, não aconteceu na Idade Média, mas no início do período moderno, do final do século XIV ao começo do século XVIII.
Jamais existiu qualquer culto de bruxas, envolvendo deusas, demônios ou deuses ancestrais, e as pessoas suspeitas de serem bruxas nunca tiveram conexão com religiões pagãs antigas,muitas dessas histórias foram alimentadas por escritores românticos do século XIXI, que criaram mitologias sobre essas figuras - a mulher que entra pelo telhado para chupar o sangue de crianças, bebe e gargalha voando de vassoura... 


As primeiras bruxas ou feiticeiras a caminhar sobre a Terra datam da época onde a Atlântida ainda existia.
A Princesa Seyfried foi uma das últimas rainhas da Atlântida antes de sua destruição, e era conhecida como uma das mais poderosas feiticeiras de todos os tempos. Após a queda de Atlântida, as poucas bruxas conhecidas estavam associadas aos templos da fertilidade, dos prazeres e das deusas do amor como Astarte, Vênus e Ishtar.
Durante muito tempo as bruxas foram temidas e caçadas pela inquisição por causa do mistério que transmitiam.
As mais poderosas eram filhas de deuses e mortais, ou mulheres abençoadas com o dom da profecia e da clarividência.
Muitas bruxas viviam em locais afastados da comunidade, chamados por muitos de Oráculos Nesta época existia um grupo de feiticeiras muito poderosas, adoradas do deu Baco. Esta jovens conhecidas como ménades ou Sacerdotisas ( eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dionísio, ou Baco na mitologia romana. Eram conhecidas como selvagens e endoidecidas. Estas bruxas eram iniciadas nas artes mágicas muito cedo, e coordenavam as festas em honra ao deus Baco chamadas Bacanais )                                                                    Com a queda das antigas religiões no século III, as ménades passaram a ser perseguidas pelas Igrejas.
Com a perseguição religiosa, as ménades tiveram de se dividir ou se esconder, para não acabarem por causa da fúria dos religiosos.
Muitas pequenas ordens surgiram , como as bruxas celtas, as Brujas espanholas, as adoradoras de Luvithy (descendentes das terríveis fúrias da mitologia grega ).
A Inquisição e os cavaleiros Templários perseguiram e exterminaram grande parte das bruxas européias, destruindo seus Covens ( nome dado a um grupo de bruxos (as) que se unem num laço mágico, físico e emocional sob o objetivo de louvar a Deusa e o Deus, tendo em comum um juramento de fidelidade à arte e ao grupo, pois un coven é antes de mais nada uma família abrigando o máximo de treze pessoas).  e queimando seus grimórios ( são coleções medievais de feitiços, rituais e encantamentos mágicos )  e bibliotecas.
Poucas ordens sobreviveram à Idade das Trevas, e as que sobreviveram estavam profundamente alteradas.
Com o renascimento, o papel da mulher continuou relegado a um segundo plano, e quase não se tem notícia de estudiosas ou sábias na Itália ou Espanha, deixando as velhas como conselheiras ou sábias conhecedoras de porções e elixires de cura.

Quem eram as pessoas que iam parar na fogueira? 
Geralmente, eram os chamados hereges, gente que não seguia o catolicismo pregado pela Igreja. Em povoados mais supersticiosos, a coisa era mais complicada: na França do século XV, há registros de epidemias que geraram uma espécie de histeria coletiva - o povo culpava as bruxas pelas doenças. 
A perseguição aos acusados de bruxaria durou mais de 300 anos, do século XV ao século XVIII
O  período denominado de Caça às bruxas, entre os séculos XV e XVIII. Grande parte das pessoas processadas e condenadas por bruxaria na Europa foi executada entre 1560 e 1630.  Casos de denuncia de bruxaria surgiram a partir da prática de rituais de magia para causar danos a possíveis rivais, sendo que até o início do século XV, houve pouca associação da bruxaria com Satanás A partir desse momento organizado, a caça às bruxas aumentou, assim como acusações individuais de feitiçaria. A natureza das acusações alterava conforme os casos, e poucas vezes dizia-se estar ligados ao satanismo Ao longo dos séculos, uma série de tratados foram publicados que ajudaram a estabelecer um estereótipo de "bruxa", particularmente uma conexão satânica. Durante o século XVI, os processos de bruxaria se estabilizaram e até diminuíram em algumas áreas. A caça às bruxas voltou a aumentar no século XVII.
Dezenas de milhares de pessoas foram executadas por bruxaria na Europa e nas colônias americanas. Embora não seja possível determinar o número exato, os estudiosos modernos estimam em torno de 40.000 a 50.000 execuções. Os métodos comuns de execução de bruxas condenadas eram o enforcamento, afogamento e a queima na fogueira. A queima foi usada especialmente na Europa, uma vez que foi considerada uma forma mais dolorosa de morrer. Os promotores nas colônias americanas geralmente preferiam o enforcamento em casos de feitiçaria.
Casos de pessoas acusadas e executadas por bruxaria continuam a ocorrer pelo mundo, principalmente em países da África - como Gana, Nigéria, Quênia,Tanzânia e Uganda - e países da Ásia, especialmente a Índia e Nepal, assim como a Papua-Nova Guiné, na Oceania.oficialmente, o único país do mundo onde casos de bruxaria são considerados crimes, previsto na legislação, é a Arábia Saudita .

Segundo livro ( O MARTELO DAS FEITICEIRAS )  escrito pelos inquisidores em 1484 Heinrich Kramer e James Sprenger, descreve as teses que permitiram o expurgo feminino são as seguintes: apenas mencionarei uma delas
Como as mulheres são essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam agentes do demônio ( as feiticeiras ). E as mulheres tem convivência com o demônio " porque Eva nasceu de uma costela torta de Adão, portanto nenhuma mulher pode ser reta".
A primeira e maior característica, aquela que dá todo o poder ás feiticeiras, é copular com o demônio. Satã é, portanto, o senhor do prazer.
Uma vez obtida a intimidade com o demônio, as feiticeiras são capazes de desencadear todos os males, especialmente a impotência masculina, a impossibilidade de livrar-se de paixões desordenadas, abordos, oferendas de crianças a Satanás, estrago das colheitas, doenças dos animais etc.
Portanto a mulher de doadora da vida, símbolo da fertilidade para as colheitas e os animais, agora a mulher é a primeira e maior pecadora, a origem de todas as ações nocivas ao homem, à natureza e aos animais.
Durante três séculos os Malleus Meleficarum foi a bíblia dos Inquisidores e esteve na banca de todos os julgamentos. Quando cessou a caça às,bruxas, no século XVIII, houve grande transformação feminina.
A sexualidade se normatiza e as mulheres se tornam frígidas, pois o orgasmo era coisa do diabo e, portanto, passível de punição. Reduzem-se exclusivamente ao âmbito doméstico. O saber feminino cai na clandestinidade, as mulheres não tem mais acesso ao estudo como na Idade Média e passam a transmitir a seus filhos valores patriarcais
Passados mais dois séculos a tecnologia mostra-se mais louca do que o mais louco dos Inquisidores.
Rompem-se tabus que causaram a morte das feiticeiras; a inserção no mundo público e a procura do prazer sem repressão. A mulher jovem liberta-se porque o controle da sexualidade e a reclusão ao domínio privado formam também  os dois pilares da opressão feminina.
Hoje as bruxas do século XX são bruxas que não podem ser mais queimadas vivas, pois elas trazem na história do patriarcado, para o mundo masculino, os valores femininos.