segunda-feira, 16 de março de 2015

O CRISTIANISMO 

O cristianismo,
a religião
 com maior número de adeptos 
em to mundo,
nasceu
 em uma província 
do
Império Romano




O cristianismo uma religião baseada na crença em Jesus Cristo e em seus ensinamentos, surgiu na província romana da Judeia chamada Palestina. Poucos são os registros, o que sabemos a seu respeito está nos Evangelhos.





Na época em que se procedia ao recenseamento dos povos do Império Romano, quando o mesmo era governado por Augusto, nasceu em Belém na Judeia, Jesus Cristo, para muitos o Messias , o sagrado, o puro. No sentido religioso, é associado ao Salvador ) anunciado pelos profetas hebraicos.
Jesus era ainda criança quando se mudou com seus pais, José e Maria de Nazaré, pequena cidade da Galileia ao norte da Palestina.
Quando Jesus nasceu, Israel fazia parte do Império Romano.
Naquele tempo o imperador ( não eram chamados " reis " ) era Augusto. 
Obviamente o Imperador , que estava em Roma não era presente em Jerusalém, que fica a mais de 2 mil quilômetros. O Império Romano tinha o costume de nomear pessoas locais como colaboradores que governam em nome do Imperador. Esses colaboradores locais tinham certa liberdade mas tinham que ser leais a Roma e manter a ordem. Eles também eram responsáveis pela coleta dos impostos que deviam ser pagos a Roma.
Roma assumiu o controle de Jerusalém em 63 antes de Cristo. Depois de alguns anos relativamente calmos em relação ao governo local, começaram lutas internas entre a aristocracia de Jerusalém. Para remediar a tal situação, Roma nomeou Herodes e o designou como Rei dos Judeus. Era ele que governava Jerusalém, quando  Jesus nasceu. Herodes governou de 37 a 4 antes de Cristo e passou para a história conhecido como Herodes, o Grande.
Jesus Cristo viveu modestamente e iniciou a pregação do chamado " Reino de Deus ". Prometia a salvação eterna para os que o seguissem.
Aos 30 anos, dizendo ser o Messias esperado começou a percorrer as aldeias e cidades da Palestina para falar sobre suas ideias. Pedia a todos que purificassem seus corações, mostrando amor a Deus e ao próximo e que abandonassem os sentimentos de orgulho, inveja e egoísmo.
Perseguidos pela seita dos fariseus foi acusado de blasfemar. As palavras de Jesus contra a prática do comércio no interior das casas de oração e sua enorme popularidade logo provocaram a ira dos sacerdotes responsáveis pelo Templo de Jerusalém. Era véspera da Páscoa ( festa judaica que relembra a saída dos hebreus do Egito) quando Jesus foi traído por Judas um dos apóstolos, foi preso e levado a julgamento diante de Pôncio Pilatos, a maior autoridade romana na região.  


No momento do julgamento grupos incitados pelos sacerdotes pediam a condenação.Acusado pelo Conselho dos Judeus, foi conduzido ao procurador romano, condenado e, depois, crucificado, pena infamante reservada aos escravos e ladrões.
Então Pilatos deu ordem para crucificarem Jesus, castigo comum naquela época. E assim foi feito, Jesus morreu crucificado em uma sexta feira.
Pregava o amor ao próximo, a humildade e a igualdade entre as pessoas, Jesus atraiu muitos seguidores, pessoas humildes como o pescador Pedro, que passaram a acompanhá-lo por toda a parte. Entre seus discípulos, Jesus escolheu doze apóstolos ( isto é " enviados do Cristo ) e confiou a eles a tarefa de divulgar suas ideias.


PROPAGAÇÃO


Após a morte de Jesus Cristo, seus discípulos propagaram sua doutrina. Inicialmente a propagação limitou-se à Palestina, depois aos países vizinhos e, em poucos séculos difundiu-se em todo o Império Romano.


AS PERSEGUIÇÕES

Conforme o número de cristãos foi aumentando, as autoridades romanas passaram a persegui-los. Os cristão eram perseguidos por não crerem nos deuses romanaos, por defenderem a existência de um Deus único e universal e por celebrarem seus cultos secretamente.
Inicialmente, a maioria dos cristãos era formado de escravos e de pessoas pobres; posteriormente, até mesmo as autoridades romanas foram se convertendo ao cristianismo.
Os romanos  perseguiram os cristão e chamavam a sua religião de " religião de escravos  ".
As perseguições foram iniciadas pelo Imperador Nero e prosseguiram até o século IV. Atingiram o máximo de intensidade no reinado de Diocleciano, que ficou conhecido como a " era dos mártires ".
Os cristãos devido ás perseguições, se escondiam para suas práticas religiosas. Celebrizavam-se as catacumbas de Roma, subterrâneos situados na margem esquerda do rio Tibre, onde também oravam e sepultavam seus mortos. 
A última e a maior de todas as perseguições foi ordenada pelo imperador Diocleciano, que mandou matar milhares de cristãos e destruir suas igrejas. Apesar disso, a conversão ao cristianismo aumentou.Muitos se convertiam impressionados com a firmeza dos cristãos ao serem torturados.
Essa perseguição só teve fim quando o imperador Constantino, visando aumentar sua popularidade, aproximou-se do cristianismo, que, na época, já tinha grande número de seguidores, e concedeu liberdade de culto aos cristãos, por meio do Édito de Milão, em 313.
O imperador Teodósio proclamou o Cristianismo religião oficial do Império Romano e pos o poder imperial a serviço da Igreja.

ORGANIZAÇÃO DA IGREJA 


Nas principais cidades do Império havia patriarcas. As sedes patriarcais de Roma, Antioquia e Alexandria, e depois Jerusalém e Constantinopla, estavam à frente das outras cidades. A primazia coube a Roma, sendo o seu bispo o primeiro de todos os bispos, isto é o Papa.
Periodicamente os eclesiásticos se reuniam em uma espécie de parlamento, eram os concílios convocados para tratarem de assuntos religiosos. Os concílios firmavam leis, fixavam os princípios que regeriam a Igreja e condenavam as heresias.

patriarcas

 termo patriarca, (grego) ,o qual é dado ao pai de uma família ou chefe de tribo na Antiguidade hebraica. Este título é utilizado em certas Igrejas cristãs para designar algumas autoridades eclesiásticas que têm ascendência jurídica ou honorífica em relação a um território, rito ou igreja particular. A circunscrição eclesiástica do patriarca chama-se patriarcado.


Antióquia=

  


(do gregofoi uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Or moderna Antakya, na Turquia. Atualmente é um sítio arqueológico.

Alexandria 



(em árabe  egípcio ):Alexandria é uma cidade do Egito, sendo a segunda mais populosa do país. É o maior porto do Egito, e um dos principais pontos turísticos egípcios

Jerusalém=  

exemplo

é a capital declarada (mas não reconhecida  pela comunidade internacional) de Israel e sua maior cidade tanto em população quanto área (incluindo a área disputada de Jerusalém Oriental ).Localizada nas Montanhas da Judéia, entre o mar Mediterrâneo e o norte do Mar Morto, a Jerusalém moderna tem crescido aos arredores da cidade antiga.


 A influência da civilização romana manisfestou-se:

-----Na arquitetura eclesiástica da Idade Média e sobrevive até o presente nas linhas de grande número de edifícios públicos;

-----Na escultura, cujos exemplos são as estátuas equestres, os arcos e colunas comememorativas;

-----No direito, pois os códigos de quase todos os países contemporâneos da Europa incorporaram-no;

-----No reflorescimento do saber, que se espalhou pela Europa no século XII e atingiu seu apogeu na Renascença. Esse reflorescimento inspirou-se nas obras literárias romanas;

-----Na organização e boa parte do ritual da Igreja Católica que foram adaptados do estado e do complexo da religião romana; se revelou na legislação e nos costumes. 

----Na ideia de autoridade absoluta do Estado.


Em referência ao Cristianismo, a influência dos princípios evangélicos  se revelou na legislação e nos costumes. Os escravos que até então eram considerados coisas, foram declarados homens.
A mulher foi reabilitada e não mais considerada inferior ao homem e a autoridade despótica dos pais passou a ser limitada.

VOCE SABIA QUE:

-----Otávio preferia para designar sua autoridade o título de Prínceps, ou Primeiro Cidadão do Estado;

----por essa razão, o período de seu governo ficou conhecido pelo nome do Principado;

----Augusto significava " consagrado " e implicava a ideia de que seu portador era especialmente favorecido pelos deuses;

----Imperator ( imperador ) significava " general vitorioso"

----entre os romanos o ano era dividido, como entre nós, em doze meses chamados: Januarius, Februarius, Mars, Aprilis, Majus, Quinctilis, Sextilis, September, October, November e December e que, no ano 44 a.C, Quinctilis tomou o nome de Julius em honra a Júlio Cesar, e, em 8 a.C, Sextilis passou a ser Augustus, por homenagem a Augusto.

----os discípulos de Jesu Cristo eram pescadores ignorantes;

----a Ásia Menor , a Grécia e Chipre foram evangelizados por São Paulo, convertido em Damasco e que gozava do privilégio de cidadão romano;

----São Paulo escreveu: " Não há mais entre vós distinção entre judeu e gentio, entre o livre e o escravo, entre o homem e a mulher " ;

----nos primeiros tempos, grande número de cristãos, os monges, passou a residir nas montanhas e desertos onde se alimentavam apenas de pão e ervas;

----a idolatria expulsa das cidades do Império Romano refugiou-se nas aldeias, chamadas pagi, donde se originou a denominação de pagani ( pagão );

----o Papa ainda hoje ostenta o título de Sumo Pontífice  (Pontifex Maximus ) que era usado para designar a autoridade máxima da religião romana 


As razões principais do triunfo do cristianismo, dava ele às mulheres, plenos direitos a participarem do culto. Quase cinquenta anos de perseguição sistemática por parte do governo romano , fato que fortaleceu enormemente à coesão dos movimentos, uma vez que aqueles que permaneciam na fé deviam estar prontos para morrer pelas suas convicções. O triunfo do cristianismo é parcialmente explicado pelo fato de exercer maior atração sobre os pobres e oprimidos .
Embora incluísse o ideal da igualdade de todos os homens perante Deus, seu fundador e alguns discípulos deste condenaram o rico e exaltaram o humilde. Propagou uma nova moral extraordinariamente democrática, tendo como virtudes primordiais a brandura , a humildade e o amor aos próprios inimigos.
Talvez fossem essas as qualidades mais capazes de encontrar uma pronta aceitação entre massas desesperadas, que desde muito tempo haviam perdido a esperança de melhorar a sua condição material.




















quarta-feira, 19 de novembro de 2014

PEDERASTRIA NA GRECIA ANTIGA


Cena de pederastia: o erastas(amante) toca o queixo e a genitália do eromenos (amado). Pintura sobre ânfora ática, c. 540 a.C)


O contato sexual entre indivíduos do mesmo gênero era algo corrente na Grécia. Em Atenas a prática sexual entre homens tinha como objetivo a educação do jovem e a preparação para a vida adulta e a contemplação do amor que só entre homens poderia ser conhecida, já que as mulheres eram desprovidas do intelecto e da sabedoria


Amor de Alexandre e Heféstião


As relações pederásticas ocorriam somente entre os cidadãos e futuros cidadãos de Atenas, os eupátridas; mulheres, metecos e escravos não participavam de tal processo e que cidadãos” no período clássico eram considerados apenas os homens nascidos em Atenas e filhos de pais provenientes de famílias atenienses.






Em Atenas, nos séculos V e IV a.C., o contato sexual entre homens possuía uma particularidade: apesar de ocorrer com freqüência, em hipótese alguma os envolvidos poderiam denotar alguma feminilidade, recusar sua masculinidade, travestir-se ou comportar-se como uma mulher
A partir do momento em que homem, cidadão por direito e exercício, travestia-se e se comportava como uma mulher, passava do grupo mais elevado da sociedade para um outro menos prestigiado. O homem “efeminado”, como era chamado pelos próprios atenienses, era ridicularizado em público e em outras diversas manifestações artísticas e culturais e, caso viesse a ser comprovado algum tipo de prostituição, este era levado a julgamento, podendo perder até mesmo o direito de cidadão e de participação na vida pública. dão a um escravo ou a um meteco. 
Durante o período clássico:  a boa imagem da pederastia em Atenas entrou em declínio, pois seus praticantes haviam perdido a preocupação com a moral e a ética necessárias ao bom desenvolvimento desta relação e se rendido aos prazeres do corpo. A função pedagógica da pederastia ofuscou-se diante do contato meramente sexual, inquietando aqueles que acreditavam no papel de formação desempenhado pelas relações entre erastes Erômenos. Platão, filósofo e defensor da moral pederástica

Erastas = amante, homem aristocrata em relacionamento com adolescentes.

Erômenos = adolescentes



A pederastia era conhecida também fora da tradição grega. Em várias outras sociedades, o principal objetivo de amor homossexual masculino era o adolescente. Tais relações eram conhecidas na Coreia, Japão, China, onde o contato entre homens e mulheres era severamente limitado.
A democracia surgida na Grécia não era tão democrática como imaginávamos, também teorias filosóficas  chegaram até nós, tendo como principais representantes, Sócrates, Platão e Aristóteles.




A família grega, com os seus valores culturais, suas questões socioeconômicas  e jurídicas legitimam a família como instituição social , onde o indivíduo, considerado um cidadão, deveria ter a obrigação moral e social de se unir a uma mulher também cidadã com a intenção de dar continuidade à linhagem paterna, mesmo sendo contra sua vontade ou contra a sua opção sexual.
Dentro desta sociedade grega  temos também a figura das prostitutas ( mais antiga das profissões ) serviam como distrações nas diversas festas reservadas para os homens. para ganhar o pão de cada dia.

Na Grécia Antiga a mulher era excluída dos meios masculinos, e, conseqüentemente, da sociedade, devido a diversos preconceitos e mitos gerados sobre a sua existência,. Estas ficavam resignadas aos gineceus e não tinham autonomia nem para escolherem seus maridos no caso das mulheres de Atenas. Sua função na sociedade era apenas a procriação.
O casamento na Grécia era um mal necessário que permitia a perpetuação da espécie e da linhagem paterna, bem como o prolongamento dos rituais e festejos familiares. 
Ao homem cabia ser o chefe da família, provendo o sustento da esposa, filhos e escravos ao passo que para a mulher ficava a concepção, além de algumas atividades domésticas, dentre elas a arte do tear, bem como obediência e respeito a marido, como veremos mais adiante.
Desse modo fica claro que na sociedade ateniense, um cidadão casava-se não por amor, mais sim por convenção social,  no intuito de gerar filhos, não porque era de bom tom tê-los, a existência destes gerava a obrigações por parte do chefe da família de sustentá-los até a fase em que estes, sendo meninos, iriam exercer o status do pai, não só na família, mas principalmente perante a sociedade. Este filho que no caso é o primogênito varão viria lhe prestar auxílio durante a velhice. 
Em Atenas, as mulheres não tinham uma idade mínima legal para casar, contudo, casavam-se logo que atingissem a puberdade, por volta dos 13 a 15 anos, já o homem podia se casar após o serviço militar entre os 18 a 20 anos de idade. Era relativamente comum o casamento entre primos, entre um tio e a sua sobrinha, ou até mesmo entre meios-irmãos, desde que estes não tivessem o mesmo pai. As uniões eram monogâmicas, visto que a poligamia era proibida em Atenas pelo fato de seus habitantes considerarem tal prática uma atitude bárbara.
Normalmente, as meninas eram prometidas. O compromisso entre o pai e o futuro marido era realizado mediante um ritual, o que dava uma veracidade ao ato de ambos, visto que a quebra do acordo seria acompanhada por severas sanções por parte dos deuses, este acordo era realizado em frente ao altar doméstico,
"Eu te dou esta filha para que ela ponha no mundo filhos legítimos eu a recebo junto a um dote de três talentos recebo isso também com prazer". O negócio esta concluído e o casamento pode desenvolver-se sem prejuízo patrimonial maior.
As homenagens eram realizadas diante de um participante do clero católico, com a presença da Bíblia Sagrada; os dois interessados em tal acordo tinham que colocar as mãos em cima das escrituras para tornar válido o contrato estabelecido. A religião, e não a lei, que determinava as normas sociais.
O casamento nada mais era que um acordo comercial que conferia ao pai a obrigação de pagar determinada quantia que chamamos de dote que poderia ser uma parcela de terreno, dinheiro ou outro bem que a família possuía para poder casar sua filha, que era entregue ao marido como uma mercadoria. Na cama de casados dos noivos, era depositado o dinheiro oferecido pela a família da noiva a do noivo, e quem visitasse a casa da pretendente costumava contribuir com dinheiro para a nova vida dos recém-casados. A existência do dote era sinal que permitia a distinção entre o casamento e o concubinato.
A maioria dos casamentos era celebrada especialmente em Janeiro, período que permitia uma maior proteção à mulher, já que este mês era dedicado às festividades da deusa Hera, mulher de Zeus e defensora das mulheres e dos matrimônios; era também considerado o mês da fertilidade.
O casamento,era acompanhado de inúmeros rituais que legitimavam a união entre as duas pessoas.
As cerimônias religiosas começavam no dia em que a noiva deveria mudar para a casa do noivo, onde a noiva entregava os seus brinquedos e todos os objetos que se referissem a sua infância à deusa Artemis, simbolizando o fim desse período e a entrada numa nova fase adulta.
A família dos noivos realizavam sacrifícios a diversas divindades, tais como Hera e Zeus ( deuses do casamento ), à Ártemis ( deusa da virgindade) e à Ilita ( protetora dos partos ), e adornavam a casa com algumas plantas, como oliveira e o louro.
A prometida tomava o banho da noiva e vestia sua melhor roupa, enfeitando-se com uma coroa, o futuro esposo também tomava banho especial chamado de lustral; estes eram banhos rituais de purificação com água da fonte transportada em vasos especiais por mulheres em cortejo.
O pai da noiva oferecia um banquete; durante a realização, a noiva tinha o rosto coberto por um véu e uma coroa na cabeça, um menino oferecia, aos convidados, pão que tirava de um cesto, ao mesmo tempo em que declarava uma formula ritual "Eu bani o mal e encontrei o bem". Ainda no banquete trocavam-se presentes e comiam-se bolos de sésamo, que se acreditava favorecerem a fecundidade aos noivos.
À noite, ocorria o ritual de condução da jovem para a sua nova casa; os noivos subiam para um carro puxado por bois ou mulas, acompanhados por parentes e amigos que seguiam a pé, carregando tochas e cantando o hino de casamento. Na porta da casa do noivo encontravam-se os pais deste, prontos para receber a noiva; a mãe do noivo segurava uma tocha na mão e o pai tinha uma coroa de mirto. Dava-se à noiva um bolo de sésamo e mel ou uma tâmara. Atiravam-se então sobre a cabeça desta figos secos e nozes enquanto era levada até ao fogo sagrado pela mãe do noivo. Chegava então o momento do casal penetrar no seu quarto para consumar a união. Na porta do quarto ficavam jovens de ambos os sexos, cantando. No dia seguinte, tinham lugar novos banquetes e sacrifícios..
O adultério feminino na Grécia era duramente a punido, sobretudo em Atenas, porque era encarado como uma contestação à autoridade do marido. Este desvio se agravava ainda mais quando surgia a hipótese de nascerem filhos ilegítimos, o que não era concebível em uma sociedade na qual os casamentos só se realizavam com o intuito de gerarem filhos legítimos que iriam continuar os ritos familiares.Em caso de adultério, o marido enganado tinha o direito de matar o ofensor, caso o apanhasse em flagrante delito; aplicava-se o mesmo em caso de violação por parte da mulher cujo amante não foi pego no ato da traição. O divórcio caracterizava-se no simples repúdio do marido pela mulher.
As mulheres não eram "objetos de desejo" por parte dos homens, na Grécia da referida época, . Por isso a maioria dos homens relacionava-se entre si através de um amor cognominado de "Amor de Grego".
A superioridade masculina era em todos os âmbitos , no social, militar, político e religioso. Essa suposta superioridade gerava uma proximidade entre os homens gregos, já que o lugar das mulheres era no gineceu, resultando numa atração entre uns aos outros. Normalmente era exercido entre um homem mais velho o professor ou filósofo e um mais novo o aluno. As relações homossexuais não alteravam a imagem do homem perante a sociedade, pois o amor ao belo, ao perfeito não tinha sexo.
Nada impediria estes homens desposarem ou casarem com mulheres.
Para um cidadão grego, a passividade sexual representava um problema, já que todos os homens tinham que se mostrar ativos. Portanto o amado, ou o rapaz, ocupa uma posição passiva, e o homem adulto, o amante, uma posição ativa. Ainda segundo aquele, a função social da pederastia era a de ensinar ao rapaz a tornar-se um cidadão, conseqüentemente, um homem sexualmente ativo. O rapaz era levado a proporcionar e não a obter. A relação se desfazia numa determinada idade, quando o jovem rapaz deixa de sê-lo um mero jovem; o sinal da metamorfose era indicado pelo surgimento de pelos, no queixo e nas pernas. , via de regra, se era rapaz entre os doze anos, a idade da flor, e os dezessete, a idade dos pelos..
Tal prática não prejudicava o casamento nem o status do homem na sociedade, já que o fato de o homem ter sua esposa não o impedia de se relacionar com um adolescente; nem o fato de se relacionar com o adolescente significava o fim do seu casamento, pois o amor, nesse caso, era ao belo, ao sublime e o cultivo da inteligência e da cultura em um ser em formação, sendo assim, este tipo de amor não tinha sexo, portanto não podia se condenado pela sociedade.O homem deveria ter ascendência intelectual, cultural e econômica sobre o adolescente, afinal, ele complementaria a formação do jovem, iniciando-o nas artes do amor, no estudo da filosofia e da moral.
Durante o processo de socialização o menino era acompanhado pelo pedagogo . Eram esses tutores que acompanhavam os meninos durante sua formação; muitas vezes, esses tutores se aproveitavam de sua proximidade para seduzir os meninos, estabelecendo relações amorosas com estes. Dentre estas relações entre iguais o amor pedagogo, que tem como protagonistas o filósofo Sócrates, que,  destinava não só sua atenção e seu conhecimento, mas todo o seu desejo sexual aos seus discípulos. Não foi por acaso que Sócrates foi denunciado por corromper a juventude, a liberdade de relacionamento desfrutada pelos gregos adultos com adolescentes.:
 A "corte" era necessária para que a relação tivesse o caráter de bela e moralmente aceita. Os papéis, nesse caso, eram bem definidos; o homem fazia a corte e o adolescente era o cortejado, podendo deixar-se conquistar, ou não.
O adulto ao cortejar, presenteava, prestava favores, ia ao ginásio ver o adolescente se exercitar. Os exercícios físicos na Grécia antiga eram acompanhados pela nudez dos atletas. O adolescente, por sua vez, deveria ser gentil e ao mesmo tempo por à prova o amor do pretendente, cuja conquista era incerta, pois caberia ao jovem a palavra final.
Tem vários tipos de amor! qual você quer.....................

Os gregos determinaram um tipo de amor para cada situação da vida gregas.
amor servil pode ser resumido como prostituição que era executada tanto por homens como por mulheres, esta era uma atividade corriqueira na vida quotidiana dos gregos, sobretudo na época de Péricles. 
As cidades gregas, especialmente aquelas mais importantes, utilizavam nos seus portos uma parte da população que empregavam pessoas que prestavam seus serviços amorosos. Esta atividade não era realizada na clandestinidade, posto que as cidades gregas não a puniam a ponto de os bordéis ou casas destinadas a tal finalidade trabalhavam à vista da população, sendo aberta a quem quisesse desopilar suas eventuais angústias conjugais.
O amor filósofo, que tem por finalidade dar um senso de direção a uma juventude perdida. O amor que Epicuro destinava a seus iguais ao contrário daquele que Sócrates oferecia aos seus seguidores que era mais um amor pederasta do que um amor pedagogo era um apoio moral a juventude diante de tanto conflitos pessoais e das angústias que o mundo reservava a tal juventude.
amor conjugal, que cuida do bom exercício do matrimônio, por isso as mulheres, como vimos acima, realizavam um culto a referida deusa para que ela cuide e cultive um bom casamento.
amor fatal, temos Afrodite com o seu amor fatal, que só serve para causar brigas e separações. Esta divindade "representa o amor aí o amor físico, a união carnal e sensual ligada à natureza dos corpos e as necessidades da espécie.
amor real, representado pela figura de Péricles e Aspásia. Este era considerada uma cortesã que consegui conquistar o coração do grande líder ateniense, que após um casamento mal-sucedido, que acabou num divórcio, se uniu à referida mulher, que tinha uma elevada cultura e educação. Sendo natural de Samos, Péricles não podia desposá-la porque os matrimônios com mulheres daquela ilha não estavam entre os que eram consentidos entre atenienses e estrangeiros.
Enquanto em:

Atenas

A educação que as mulheres recebiam eram distinta da dos meninos, visto que "visava apenas fornecer os rudimentos que permitirão à futura mulher servir" ao marido. As mulheres casadas raramente cruzavam o limiar da porta exterior de casa, as jovens, essas, mal se avistavam no pátio interior, pois deviam viver longe de vistas alheias, separadas até dos membros masculinos da própria família.

Esparta:

A cidade de Esparta, que, apesar de não ser democrática, não tinha uma política de exclusão da mulher.

Enquanto que a mulher ateniense fica submetida ao gineceu longe dos olhos alheios:
As espartanas, assim como os rapazes, ficavam em público exercitando o seu corpo, já que precisavam ter corpos perfeitos e fortes para gerarem os verdadeiros cidadãos. O objetivo,  era "preparar mães de famílias robustas e vigorosas e mulheres dotadas de qualidades viris.
Na sociedade espartana a mulher tem uma situação contrária a da mulher ateniense, já que, é considerada cidadã e domina a educação, sobretudo das jovens para assegurar que esta tenha uma "formação que habilite a realizar aquilo que dela se espera. 
Em Esparta, ao contrário da cidade democrática, os seus cidadãos sofriam a ação coercitiva das leis de Licurgo, que os obrigavam a adquirir um matrimônio perante a sua sociedade, que possibilitasse a reprodução de novos cidadãos que iriam ser treinados, como verdadeiros guerreiros, no intuito de defenderem sua mãe-pátria contra os inimigos da própria Grécia e os de fora.


Em Esparta o casamento se configurava num roubo, que representava a continuação do ritual do matrimônio, que ia até o dia seguinte da ida da noiva a sua nova residência. A jovem, raptada, era confiada a uma mulher chamada ninfeutria, que lhe cortava os cabelos rentes, a enfarpelava com os fatos de homem e lhe metia os pés em calçado masculino, acabando por a deitar num enxergão, sozinha e privada de luz. O noivo, que havia tomado a sua refeição na companhia dos amigos, como habitualmente, entrava, desatava-lhe o cinto e, tomando-a nos braços, levava-a para o leito. Depois de ter com ela passado um espaço de tempo bastante curto, lá ia em seguida, dormir junto com os seus camaradas. 

Em Esparta a educação cabia ao Estado, sendo assim o menino aos sete anos era retirado do aconchego do lar para se dedicarem às práticas esportiva que viriam transformá-lo num verdadeiro cidadão, capaz de proteger sua cidade. Entretanto é importante lembrar que o ensino das primeiras letras não era desprezado, mas fica resumido a ler e escrever; o resto da educação consistia em assimilar a obediência, em suportar tenazmente o cansaço físico e em vencer no combate.

O assunto é muito debatido quando o amor platônico e o amor carnal, descutido e debatido por estudiosos quanto ao papel ou a importância da atividade sexual, chamando atenção as questões pessoais, sociais, políticas e até morais.E voc~e o que acha!!!!!!!!!