sábado, 5 de novembro de 2011

ROMA ANTIGA : EDUCAÇÃO PARA RAPAZES E MOÇAS

ROMA ANTIGA
EDUCAÇÃO PARA OS RAPAZES, A VIDA PÚBLICA;
PARA AS MOÇAS, A VIDA PRIVADA
 

Era costume entre os romanos que uma criança de família rica fosse cuidada pela mãe. Já ao nascer, quem a amamentava e a educava até que atingisse a adolescência era uma outra mulher, chamada de nutriz. Os mais ricos preferiam que a nutriz fosse grega, porque o idioma grego era muito prestigiado entre os romanos. A nutriz era auxiliada por um homem, chamado pedagogo, também chamado de nutridor. Era com ele que a criança aprendia a ler.Geralmente grego, pedagogus ou litteratus.
 Pedagogo e seu discípulo

Os romanos que não eram ricos, mas tinham recursos suficientes para que seus filhos pudessem estudar, mandavam-nos para uma escola, que em geral tinha de ser paga. Ali depois de aprenderem a ler e a escrever, as crianças passavam a ler as obras dos grandes poetas da época. Com esses textos, conheciam literatura e aprendiam sobre moral.
Essas escolas são de dois graus:
elementares - a escola do litterator onde se aprendia a ler e escrever e calcular médias
grammaticus - a escola onde se ensinava a língua latina e grega, se estudavam, os autores das duas literaturas através das quais se aprendia a cultura helênica em geral.
Um terceiro grau será enfim, constituído mediante as escolas de retórica, uma espécie de institutos universitários, que surgem com uma diferenciação e uma especialiazação superior da escola de gramática.
A sua finalidade era formar o orador, porquanto a carreira política representava, para o espírito prático romano, o ideal supremo.
E, portanto, o ensino da eloquência abrangia toda a cultura do direito até a filosofia
 
 O que as crianças aprendiam nas escolas
" Ápio Claudio Cego, o primeiro escritor latino que se conhece campôs, no século IV a.C, algumas frases poéticas que continham ensinamentos morais e eram decoradas pelos alunos.
MANTER A ALMA EQUILIBRADA PARA QUE NÃO POSSAM SURGIR
O ENGANO, A MALDADE , A VIOLÊNCIA;
QUANDO VÊS UM AMIGO, TE ESQUECE DO SOFRIMENTO;
CADA UM É FABRICANTE DE SUA PRÓPRIA SORTE.

Também fábulas eram aprendidas como esta, reportada por Fedro, contador de histórias latino nascido em cerca de 30. a.C.
CASUALMENTE, A RAPOSA VIU A MÁSCARA
--QUE BONITA! ESCLAMOU. MAS NÃO TEM CÉREBRO!
ISTO FOI DITO PARA QUEM A SORTE
DEU HONRA E GLÓRIA, MAS TIROU O JUÍZO"

FUNARI. Pedro P. A. Grécia e Roma

As escolas que existiam em Roma haviam sido criadas inspirando-se nas escolas que havia na Grécia. De lá vinha aquilo que era considerado de " bom gosto " pelos romanos e, em geral, o que eles valorizavam no terreno da cultura. As crianças frequentavam a escola até os 12 anos. Depois disso, meninos e meninas seguiam caminhos diferentes.
Os rapazes continuavam a estudar. Até os 18 ou 20 anos, deviam ampliar seus conhecimentos dos textos latinos e gregos sobre diversos assuntos. Depois disso, passavam a estudar retórica - a arte de bem falar e argumentar.
E as moças?Deviam ficar em casa, desde os 12 anos, aguardando o casamento. Em geral, casavam-se muito cedo.
Nas família ricas, um dia antes de se casar, a noiva depositava seus brinquedos no altar onde ficavam os deuses protetores de sua família. Ela ainda tinha brinquedos porque se casava muito jovem, com 12 a 15 anos. Já o noivo era geralmente um homem com mais de 35 anos.
A menina, porém não tinha liberdade de escolha, seu pai escolhia com quem ela deveria se casar, o amor não tinha importância, o que contava era a posição social do noivo e a riqueza de sua família.
Já entre os pobres as diferenças de idade entre homens e mulheres não eram tão grandes. O casal se unia com o objetivo de se ajudar na luta pela sobrevivênvia. Os escravos, por sua vez eram proibidos de se casar legalmente, então namoravam e, por vezes, moravam juntos; isso ocorria com mais frequência quando êles pertenciam ao mesmo dono.

E como seria as habitações dos romanos: pobre e ricos
Apesar de todas as riquezas que afluíam para o Império, a maioria dos romanos era pobre e habitava cômodos minúsculos, em prédios de 4 ou 5 andares, chamado " insulae ". Os incêndios e desabamentos envolvendo essas habitaçoes faziam parte do dia a dia da cidade.Prédio de habitações formado por minúsculos cômodos alugados. Não havia água nos andares. As escadas eram estreitas e estavam quase sempre cheias de moradores, que subiam e desciam, levando e trazendo objetos, comida e água.
Já os indivíduos ou famílias com boas condições de vida habitavam a " domus ", tipo de casa com aberturas no teto, várias salas, jardim nos fundos e algumas paredes decoradas com pinturas.

A " domus " era formada geralmente de:

Vestíbulo - pequeno corredor que dava acesso ao átrio.

Átrio - área compequeno tanque no centro , que captava a água das chuvas e com uma abertura no teto, que permitia a entrada de luz natural no átrio e nos cômodos próximos, quartos de dormir, escritório, depósito e sala.

Tablino - sala de visitas ou de reuniões com pessoas que não fossem da família.

Alas - saletas abertas na lateral.

Peristilo - grande jardim rodeado de colunas e embelezado com arbustos, flores e estátuas. Além de ser uma área de lazer, esse jardim possibilitava a entrada de luz natural, que clareava outros cômodos, como a sala de banquetes. O jardim, ficava nos fundos da casa.

Sala de banquetes - os banquetes romanos eram servidos por numerosos criados ou escravos; havia comida e bebida à vontade e apresentações de dança e música feita por profissionais contratados.

A família
Para os romanos, a família era composta pelo pai, a mãe, filhos, mais os escravos e os libertos ( ex-escravos ), além da propriedade. Os jovens, em sua maioria, p´retendiam formar família e conquistar autonomia. Nas família ricas eram os pais dos noivos que combinavam o casamento dos filhos. Os principais motiviso para se casar eram o desejo de aumentar o pastrimônio e ter filhos que pudessem herdá-lo. Tanto a mulher quanto o homem podiam tomar a iniciativa da separação. Várias mulheres de militares por exemplo, casavam-se novamente durante a longa ausência do marido.
Assim que nascia, a criança de família rica era confina também cuidar da educação da criança, o que fazia com a ajuda de um pedagogo, tambeém chamado de nutridor. Até a puberdade, a nutriz e o nutridor zelevam pela boa formação de meninos e meninas da eleite.da a uma mutriz que se encarregava de amentá-la. Cabia a ela.

Diversão e cultura
Todos os moradores de uma cidade do Império Romano podiam contar com uma variedade de divertimentos. Destacavam-se os banhos públicos

e espetáculos como as corridas de quadriga
 ( carro puxado por quatro animais ), as lutas de gladiadores (indivíduo, em geral escravo ou prisioneiro, que nos circos romanos  lutava com outros homens ou  com animais para divertir o público)
 e o teatro.
O prazer maior, contudo, estava nas corridas e nas lutas entre gladiadores, em geral escravo ou condenados. Desses espetáculos participava toda a sociedade, desde o magistrado principal até o mais humilde cidadão. Nas cidades organizavam-se grupos rivais torciam por um ou outro grupo de gladiadores ou condutores de bigas e quadrigas

O  teatro
O teatro, originado na Grécia, tornou-se uma das manifestações culturais mais apreciadas em Roma. Em grande parte do território conquistado havia inúmeros teatro, alguns chegando a abrigar até 50 mil espectadores.
Apresentadas em geral durante o dia, por causa da iluminação, as peças preferidas eram aquelas que mostravam temas do cotidiano, números de música e dança.

O soldado romano
  






O poder de Roma no mundo antigo foi conquistado em grande parte pela força do seu exercíto. A princípio constituía uma obrigação de todo cidadão romano, rico ou pobre servir o exercíto. A maior parte era composta de pequenos agricultores. Os cargos de comando ficavam com os patrícios.
A obrigação do serviço militar estendia-se dos 17 aos 46 e uma das maiores recompensas era o espólio obtido nas guerras. Somente em 111 a.C., o exercíto passaria por grandes modificações. A parti desta época os soldados começaram a receber um salário diário para lutar.
A principal unidade do exercíto chamava-se legião 
 , que se encontrava subdividida em partes menores, as centúrias
Um legião podia contar  com até seis mil homens e a centúria era composta de cem soldados
O treinamento era intenso. Na hora do combate, os homens se organizavam em fileiras paralelas:
na primeira
encontravam-se  os soldados com flechas,
na segunda 
vinham os de lança
e
na terceira
aqueles que tinham armamentos mais pesados.
Nas últimas fileiras ficavam os soldados mais experientes que só lutavam em caso de necessidade



A produção intelectual
Os romanos escreveram vários tipos de obras literárias: livros de história, romances, cartas, tratados de filosofia, retórica e religião, além de poesia e peças de teatro. Grande parte deste textos, escritos em latim, foi produzido pela elite. É o caso de V rgílio ( 70- 19 d.C ), autor do poema épico Eneida e de Ovídio ( 43 a.C. 18 d.C ), que escreveu Arte de Amar, espécie de manual que ensina como o homem deve proceder para conquistar o amor de uma mulher.
Na área da história , os romanos escreveram sobre a cidade de Roma e seu Império. Os principais autores nesse campo foram Salúsio, Tito Livio, Tácito e Suetônio. Algumas pessoas ricas e governantes patricionavam o trabalho de poetas e historiadores.

Um comentário:

Anônimo disse...

as fontes são de onde?