terça-feira, 3 de julho de 2012

MOVIMENTO CULTURAL 
DO IMPÉRIO ( 2 REINADO )



A NOSSA CULTURA 
 NO IMPÉRIO SOFREU MUITAS INFLUÊNCIAS ESTRANGEIRAS,
 SOBRETUDO

FRANCESA


Se daqui  muitos anos, você desejar olhar para atrás na História terá necessidade de saber como os fatos mais importantes aconteceram.
Não haverá muita dificuldade, pois a imprensa, o rádio, cinema , televisão, internet, registrarão essas cerimônias nos mínimos detalhes. 
Os reporteres são testemunhas oculares da história, embora não muitas vezes não saibam da importâncias futura  dos fatos que documentaram.
Mas se você quissesse saber poderia ler olhando para atrás como foi a aclamação de D. Pedro I em 1822.

Evidentemente poderia ler os jornais da época como a
 Gazeta do Rio de Janeiro,
 vendido na
 rua da Quitanda,
 por
  oitenta réis.
 Mas como poderia ter a imagem da cerimônia da manhã de 12 de outubro, no Campo de Santana?.
 
 Havia quem na época substituisse os cinegrafistas e os fotógrofos.?


Havia sim -
os artistas plásticos,
 desenhistas
 ou
 pintores
 E um deles se encontrava no Campo de Santana.

 Era o francês Jean-Baptiste Debret,

encontrava-se
 no Brasil desde 1816 ,
 como
 componente 
da 
Missão Artística Lebreton
, contratatada por Dom João:


Debret  foi uma execelenete testemunha ocular da História.
Desenhando à medida que observava atentatamente o modelo,
 ele reproduzia com fidelidade 
a cena,
 dando ao seu trabalho,
 o caráter de
 verdadeiras fotografias instântaneas.
Na principal rua da cidade
 - a barulhenta rua Direita 
 ( que hoje se chama Primeiro de Março
- podia ser visto o altar mor 
que o mestre Valentim fizera para a
 Capela  de Noviciado da Ordem Terceira do Carmo.
Chafariz  no Largo do Paço



Capéla do Noviciado da Ordem Terceira do Carmo.

A missão Francesa

Valorizou o artista brasileiro, dando-lhe técnica mais apurada e melhor situação social. Um dos seus discípulos, Francisco Pedro Amaral, foi o decorador do Palacete que Dom Pedro I

mandou construir para a Marquesa de Santos no aristocrático bairro de São Cristovão, próximo à Quinta da Boa  Vista.
Colocado perto das autoridades, Debret pode retratar o instante mais popular da cerimônia: o presidente do Senado da Câmara José Clemente Pereira

ao lado do Imperador e da Bandeira Nacional, conclama ( anima )a multidão a responder aos seus " vivas ".

Viva nossa Santa Religião!
Vviva o Senhor Dom Pedro, primeiro Imperador Constitucional|!



AS DIVERSAS  FACES DA FAMÍLIA NO BRASIL

A sociedade colonial,tem sido caracterizada no domínios urbanos e rurais, como patriarcal. Desta maneira a família apresenta una núcleo central composto :
pelo chefe da família;
sua mulher;
filhos
e netos,
 além de núcleos de membros considerados secundários,
 formados por:
filhos iligetimos ou de criação,
parentes;
afilhados,
serviçais, amigos, agregados, e escravos

Na liderança dos dois núcleos estava o patriarca 
que ;
cuidade dos negócios,
 mantinha a linhagem e a honra da família, 
procurando exercer sua autoridade sobre a mulher e os filhos, 
e demais dependentes sob a sua influência..
Também ligados ainda à família patriarcal ou sob sua influência, por razões econômicas, políticas ou de laços de compadre, estavam os vizinhos, sitiantes, lavradores e roceiros, gente que mantinha laços de dependência e solidadriedade para com o chefe da família..
 O sistema paternalista 
contribuiu muitas vezes para que o filho mais velho herdasse as terras ( primogenitural ) 
 e que os outros fossem encaminhados aos estudos para se tornar bachareis em Direito, médicos ou padres, independententes de terem ou não vocação para essas carreiras.



FACES DA FAMÍLIA COLONIAL

No nordeste açucareiro:
 entre os grandes proprietários de terras
 predominou a família extensa, um verdadeiro centro de poder econômico e político e local.
 Dela faziam parte
 os parentes de sangue,
 os parentes simbólicos ( parinhos, compadres e afilhados ),
 os agregados ou protegidos e até escravos.
Muitas vezes a ausência dos homens nas casas devido principalmente aos fatores econômicos, diminuiu a autoridade paternas. nesse caso as mulheres ficavam responsáveis pela administração do lar e a educação dos filhos.
De maneira geral, o aprendizadado dois filhos decorria da experiência dos pais, uma vez que o estudo era previlégio de poucos. Por isso e especialmente nas famílias mais carentes, os filhos ingressavam muito cedo no mundo adulto, no mundo do trabalho. Também não havia muita diferenciação quanto -as necessidades de crianças e adolescentes.

O casamento

O casamento, principalmente nas cidades constituía priivlégio   de poucos e dependia da situação financeira e social da família. Em geral realizado segundo as regras da Igreja Católica,era quase um monopólio da elite branca, interessada na manutenção do prestigio e da estabilidade social. Para a manioria da população mais pobre, o comum era a união simples, considerada ! ilegitima " pelas autoridades ecesiásticas.
A Igreja não via com bons olhos estas relações "ilicitas"   pois as considerava desrespeito às normas do sacramento do casamento. Por isso durante os séculos XVII e XVIII, combateu o concumbinato.
O Estado português, porém se mostrou condenscendemntes em relação às uniões consideradas " Ilícitas " pela Igreja. O que interessava as autoridades era a reprodução da forças de trabalho e para tal, não se fazia necessária a legitimação das relaçõesentre homens e uma mulher.
Entretanto, abortos e infanticídios estavam entre as preocupações das autoridades, principalmente porque  reduziam " braços " destinados ao trabalho na colônia,
Se por um lado o casamento constituia privilégio de poucos, por outro lado, as separações simples, anulações e até mesmo o divórcio mostravam-se comuns durante o período colonial, indeferente a camada social a que pertenciam os casais em litígio. A decisão dos processos era legalmente tomada pelo Estado e pela Igreja
Os motivos das separações dos casais eram mútiplos, mas de maneira geral, estavam relacionados a adutério,  injúrias grave, abandono voluntário do lar e até mesmo incompatilidade de gênios.
"as mulheres brancas, ao contrário de viverem enclausuradas, requisitavam divórcio, exerciam atividades comerciais e até mesmo rompiam com o dircurso oficial do saber e da religião, como era o caso das feitiçeiras e hereges do Nordeste seicentistas "
A ideia do marido dominador e da mulher submissa aparece praticamente em quase toda literatura específica  ou romanceadas. Entretanto para entedermos o papel e a situação da mulher durante o período colonial, e necessário abordarmos outro aspecto que dizem respeito ao comportamento feminino.
Muitas mulheres foram enclausuradas, desprezadas, vigiadas, espancadas, perseguidas e até mesmo submissas aos homens.Em contratpartida, várias ragiram às violências que sofriam.
As práticas consideradas mágicas foram uma das maneiras pelas quais as mulheres enfrentaram as contrariedade do cotidiano.Chegaram até mesmo a causa temor entre os homnes. Numa época em que o conhecimento técnico e científico era privilégio de poucos, acreditava-se  que as feiticeiras " tinham o poder "de cura" ou o poder sobre o amor e a fertilidade masculinas e feminina através de " porções mágicas".
É importante lembrar que o casamento realizava-se bem cedo, sendo comum para as mulheres, aos 13 e 14 anos. Normalmente não havia namoro e noivado.
Muitas jovens só vieram a conhecer seus maridos à véspera do casamento; outras, ao pé do altar. As famílias pequenas eram raras, sendo comuns as de mais de 10 filhos.

Na família tradicional brasileira , a mulher era mantida em situação de inferioridade e isolamento social..
"O homem era terrivelmente ciumento, enclausurando a mulher . Só excepcionalmente a mulher era apresentada  um visitante ou comparecia a sala em que o marido recebia visita de estranhos. Não se ensinava às jovens a ler e escrever, para que não se correspondenssem com seus namorados...Como passeios ou distração, a mulher colonial conhecia apenas ou quase unicamente, a ida à missa e às festas de igreja, ainda assim coberta de pesada mantilha e sempre acompanhada "

O movimento cultural no apogeu do Império

Durante o Império foi consideravel o impacto das ideias vinda da Europa. O advento da República e, posteriormente, a I Guerra Mundial provocaram mudanças profundas, emboras lentas, na organiação familiar, só recentemente a transformação assumiu ritmo acelerado. Em muitas regiões, persistem ainda vestígios da estrutura familia colonial.
É bom que se digue que a organização familiar foi profundamente influenciada  pla Igreja Católica

A regulamentação da família

A religião católica, defensora intransigente de uma rígida moral familiar, norteou a primitiva organização da família brasileira.
As leis brasileiras sempre tiveram pela família um respeito incomum, divisando um caráter sagrado no vínculo matriomonial. A Constituição Imperial não tratava do assunto, cuja regulamentação foi feita por decretos. A primeira Constituição republicana restabeleceu apenas, a obrigatoriedade do casamento civil ( art. 72  $ 4 ). Nas Constituições posteriores, os dispositivos relativos a família foram apliados, e o casamento religioso foi equiparado ao civil, oberservadas certas exigências. A Constituição atual reconhece à família o " direito à proteção dos Poderes Públicos " ( art. 175 ). A emenda Constitucional n 9 ( 28-6-77) introduziu o divorcio no Brasil. Diz o seu artigo primeiro:

"O casamento somente poderá ser dissolvido nos casos expressos em lei, desde que haja prévia sepração jucicial, por mais de três anos."


A classes no Brasil

No Brasil colonial:
a)a classes dos senhores, ou classe alta;
b)e a dos escravos, ou classe baixa,
outros afirmam a existência de outra classe no período colonial, que surgiram, mas  que não se configuraram a classses definidas como a classe média;
c)a classe média: no sentido atual do termo, formou-se lentamente, com o desenvolvimento das atividades artesanais ( ferreiros, carpinteiros, alfaiates, sapateiros etc.) com o surgimento do pequeno proprietário e do pequeno comerciante, a par de atividades subalternas do funcionalismo público.
d)substituição do trabalho escravo pelo assalariado
e)expansão do serviço público;
f)desenvolvimento urbano




O apogeu no Império foi uma época de transação, progresso e prestígio. Nesta época tambem certas exigências. Na Constituição ocorreram mudanças nos hábitos da sociedade e da cultura.

Na  Corte, os sauraus  ( reuniões noturnas, onde se dançava ou se recitava) foram perdendo pouco a pouco a antiga importância. As famílias de maior desqtaque decobriam as sensações agradáveis da vida mudanda. Participavam de bailes, concertos e festas. Substituiam o transporte em cadeirinha pelas carruagens e diligências e apreciavam andar a pé pela cidade, olhando as vitirnas das lojas da rua do Ouvidor. No verão, uns iam para Petropólis, enquanto outros permaneciam no Rio de Janeiro onde assistiam às regatas.

Eram essa mesmas famílias que, lotando os teatros São Pedro de Alcantâra e Lírico, aplaudiam as companhias italianas onde ópera ou as representações de João Caetano. Quase sempre, eram os espectadores  glosados  ( ironizados ) pelos estudantes que também assistiam à Ópera. Dai este versos anônimos:
Sai a turba ( multidão ) cochicando alegremente
Schubert, Haydn, Mendelsohn elogiando
Ma, " in perto " pensa coisa diferentete,
Pos concorda, sem um voto discrepando ( discordante ).
Do concertoi o que deu maior regalo,
Foi o fim, o princípio, o intervalo.


O proprio governo empolgava-swe com a novidade, incentivando artistas e músicos; O compositor Carlos Gomes, autor das óperas O Guaraini, Fosca e O Escravo, dirai mais tarde que:

se não fosse Pedro II, não seria eu Carlos Gomes

Em meados  do século, o sorocabano Francisco Adolfo de Varnhagem lançava o primeiro volume da sua História geral do Brasil, obra que renovaria os estudos da história brasileira. Na Corte, circulavam vários jornais como o Jornal do Comércio, o Correio Mercantil e o Diário do Rio de Janeiro, que possuiam correspondentes nas províncias, na Europa e no Rio da Prata.
Nesta mesma época, o Romantismo  - movimento literário e artístico surgido na Europa no final do século XVIII - alcançava o seu apogeu no Brasil.
Os jornalistas publicavam em folhetim os capítulos dos romances, como as Memórias de um sargento de Melícias de Manoel Antônio de Almeida.
Em 1857, o Diário do Rio de Janeiro iniciou a publicação de O Guarani, de José de Alencar, provocando vivo entusiasmo na população da Corte e das províncias mais m´próximas. Recordava o visconde de Taunay, que viveu naquela época que

            quando a S. Paulo chegava
 o correio,
com muitos dias de intervalo,
            então reuniam-se
muitos e muitos estudantes
 numa república
( nome dado às hospedagens  de estudantes ),
em que houvesse qualquer feliz assinante do
 " Diário do Rio "
 para ouvirem, absortos ( concentrados) e sacudidos, de vez em quando, por um elétrico frêmitos (
           vibração), a leitura feita em voz alta por alguns dêles.

Na nova litetura do século XVIII o índio estava se tornando herói, o Romantismo a literatura brasileira, enquanto procurava afirmar os aspectos nacionais do novo país que se formava. O apogeu do Romantismo corresponde, assim, ao apogeu do Império.

As mulheres e os estudantes eram os principais leitores dos primeiros romances brasileiros. Estudantes e mulheres que muitas vezes se tornavam também personagens. Como em A Moreninha, de Joaquim Manuel de Mcedo. Estudantes quase sempre dos cursos jurídicos ( cursos de Direito ) criados  por Dom Pedro I, em 1827, em São Paulo e em Olinda ( transferido depois para o Recife ). Depois de formados bacharéis, vinham para a Corte, onde se tornavam famosos e ingressavam na vida política.
Como observara Joaquim Nabuco,
  O índio se tornara o herói dos romances de Direito eram as ante-salas da Câmara 

 O índio se tornara o heróis dos romances de José de Alencar e da poesia de Gonçalves Dias.
Sabe por quê?
A independência criara entre os brasileiros um sentimento nativista, de hostilidade aos portugueses que haviam descoberto e colonizado o Brasil. Naquela ocasião muitos brasileiros trocaram os seus nomes de origem portuguesa por outros de origem tupi, como o futuro  visconde de Jequitinhonha que mudou o seu nome de Francisco Gomes Brandrão para Francisco Jê Acaíaba Montezuma.
O que lembra  estes nomes?
Assim, o herói do Romantismo brasileiro não podia ser o mesmo herói branco do Romantismo europeu. Como não podia ser  também o negro: êle não era natural da América e ainda era escravizados. Restava o índio. Os escritores pintores e músicos da fase romãntica criaram um índio muito diferente do que ele realmmente era
Mas o heróis não era apenas o índio. As intervenções do Império na Bacia Platina criaram novos heróis, como aqueles retratados por Pedro Américo.

Transformado o índio em heróis, o Romantismo popularizou a literatura brasileira, enquanto procurarava afirmar os aspectos nacionais do novo páis aque se formava. O apogeu do Romantismo corresponde, assim, ao apogeu do Império.
Preocupando-se mais com a situação do negro escravizadao, a poesia dse Castro Alves negava o indianismo e pronunciava a decadência da própria monarquia.

Entre 1850 e 1870, o Império brasileiro atingiu o seu apogeu, baseado no trabalho escravo e no café. So o ponto de vista cultural  encontrava-se na fase do Romantismo, como ocorria  no Estados Unidos e na Europa Ocidental. Esta identidade, entretanto, limitava-se à cultura, pois sob o ponto de vista econômico, essas regiões já se encontravam em plena Revolução Industrial . Ela também não chegara à América espanhola ainda dominada pelos caudilhos, contra os quais o Império fez sucessivas intervenções na Bacia do Prata

Antonio Gonçalves Dias ( 1823- 1864)

Um dos  mais importantes poetas da fase romântica, procurou inspirar-se em temas nacionais, valorizando o índio. ´E tido como uma das figuras mais representantativas do indianismo na poesia. As estrófes que se seguem foram retiradas de I-juca-Pirama:

Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi;
Sou filho das selvas;
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo;
Da tribo;
Da tribo   pujante ( forte );
Que agora anda errante;
Por fado ( destino ) inconstante, 
Guerreiro, nasci;
Sou branco, sou forte,Sou filho o Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiro, ouvi.

(Alvaro Lins e Aurelio Buarque de Holanda, Roteiro literário de Portugal e do Brasil, vol 2 pag. 68 )

Se quiser leia atentamente as estrófes de Gonçalves Dias.
1-Consulte um Atlas Histórico e indique a área onde o grupo Tupi se localizava.
2-O guerreiro que está falando é prisioneiro de outros grupos. Diz êle : Sou bravo, sou forte. Voce seria capaz com suas palavras descrever a morte de um bravo guerreiro indígena.
3- Ah não se esquea de ler o I-Juca-Piramana, onde o poeta Gonçalves Dias relatava os preparativos para a morte de um guerreiro.



Antonio de Castro Alves ( 1848-1871), um dos últimos poetas românticos, segundo muitos estudiosos foi influenciado em sua obra por Gonçalves Dias. Enquanto ests último valorizou a figura do índio, Castro Alves preocupou-se com o negro, criticando a escravidão. É de " Tragédia no mar ", também conhecido como "O navio negreiro", que retiramos estas estrofes:

Auriverde pendão ( bandeira) de minha terra
Que a brisa do Brasil beija e balança.
Estandarte ( Bandeira ) que a luz do sol encerra
E as promessas da liberdade após a guerra,
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto ( rasgado ) na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!.. 
 Fatalidade atroz que a mente esmaga!...
Exígue nesta hora o brigue ( embarcação ) imundo
O trilho que Colombo abriu  na vaga
Como um íris ( espectro solar ) no pélago ( mar ) profundo!...
...Mas é infâmia demais... Da estérea plaga ( céu)
Levantai-vos heróis do No Mundo...
Andrada! arraca esse perdão dos ares!...
Colombo! fecha a porta dos reus mares!...

Oras!!!
 uma pergunta 

Você sabe que o tráfico de escravos atrava extinto des 1850, como justifica a insistência de Castro Alves em condenar o tráfico se a poesia foi escrita em 1868? 



José  Martiniano de Alencar ( 1829-1877)

Quem foi?

a) advogado;
b) jornalista;
c) professor:
d) deputado e ministro da justiça.

Sob o ponto de vista literário é tido como um dos melhores representantes da escola rômantica. Procurou em seus romances reconstituir aspectos de nossa história. É tido como um dos maiores representantes do indianismo na prosa, da qual O Guarani é um exemplo.
Iracema


 Trechos extraídos de Contos avulsos
:
Queres ver a elegância fluminense?
Pergunte a um conhecido recém- chegado da província, e que se hospedera sabe onde:
no famoso Hotel da Europa, na própria rua do ouvidor.
Na rua do ouvidor acharás a flor da sociedade,
as senhoras que vêm escolher jóias ao Valais ou sedas à Notre Dame.
os rapazes que vêm conversar de teatros, de salões, de moda e de mulheres.
Queres saber de política?
Terá as notícias mais frescas, das evoluções próximas, dos acontecimentos prováveis,
aqui verás o deputado atual com o deputado que foi,
 o ministro defunto e às vezes o ministro vivo.
verás homens de letras
nefociantes da praça.
Queres saber do estado do câmbio?
vai ali ao Jornal do Comércio, que é o Times de cá.
Muitas vezes encontrará um cupê  ( carruagem  fechada ) , a porta de uma loja de moda: é uma Ninon fluminense.
Poderás ver dentro da loja alguém dizendo galanteio?
Sabe quem?
Pode ser um diplomata
Mas não é somente a sociedade mais elegante do Rio de Janeiro?
Também o operário para aqui, para ter o prazer de comtemplar durante minutos ums destas vidraças rutilantes de riqueza - portanto, meu caro amigo, a riqueza tem isto de bom consigo , - é que a simples vista consola.

(Machado de Assis, Contos avulsos, pag. 237)



Dentre este contexto histórico do Império temo como base:
a) economia: a agricultura
1-na colônia o açúcar
2-o algodão durante a revolução industrial
3-o surto do café
4-a borracha nos fins do Império e alcançou o auge com o desenvolvimento da indústria automobilística na fase da República
5-o Cacau: planta nativa na América, cultivada na Amazônia e sul da Bahia

 

 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PASSADO

PASSADO

O passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa. A quem duvide basta lembrar o que tem ocorrido há mais de um século para cá. Imenso lanços de humanidade saíram das brumas . O Egito e a Caldéia sacudiram suas mortalhas. As cidades mortas da Ásia Central revelaram suas línguas, que já ninguém falava, e suas religiões, há tanto extintas.
Uma civilização inteiramente ignorada acaba de erguer-se do túmulo, nas margens do Indo.E não é tudo; o talento dos investigadores a esquadrilhar as bibliotécas , a abrir novas trincheiras nos velhos solos não é o único, nem talvez o mais eficaz a enriquecer a imagem dos tempos idos.
Surgiram também processos de investigação até aqui desconhecidos. Sabemos melhor do que nossos predecessores interrogar as línguas  acerca dos costumes, a ferramenta a respeito dos operários. Aprendemos sobretudo a penetrar mais fundo na análise dos fatos sociais. O estudo das crenças e dos ritos populares esboça as suas primeiras perspectivas. A história da economia, de que, outrora, Cournot, quando enumerava os diversos aspectos da investigação histórica, não tinha a menor ideia, mal começa as constituir-se. Tudo isso é certo. Tudo isto nos permite as maiores esperanças. Não esperanças ilimitadas. Aquele sentimento de progressão verdadeiramente indefinida que se colhe de uma ciência como a Química, capaz de criar até o seu próprio objeto, não o temos nós. Porque os exploradores do passado não são homens absolutamente livres. É seu tirano o passado, que só lhes consente saberem de si o que ele próprio propositadamente ou não, lhes confiou.

Introdução à História - Marc Bloch







terça-feira, 19 de junho de 2012

INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

Processo da independência 1789-1822
Podemos dizer que processo é mudança de alguma coisa numa determinada direção. Nós nos transformamos, basta observar nosso retratos nas antigas cadernetas escolares. A sociedade em que vivemos também se transforma, isto é, também tem seu processo.
É por meio do registro humano, na forma de um objeto ou na de uma pintura ou de um texto que se constrói ( ou reconstrói) a história. Ela é a leitura e a narração que o historiador faz do passado, com a análise de uma série de referências que compõem o todo.
A independência do Brasil e das demais colônias européias na América também foi uma transformação, que apresentou várias etapas: os movimentos precursores, a autonomia e finalmente, a separação total de suas metrópoles. Ao conjunto dessas três etapas damos o nome de Processo da Independência.
Este processo de Independência no Brasil se manisfesta em 1789 com a Conjuração Mineira estendendo-se até 1831 ano da abdicação de Dom Pedro I.


A data de 7 de setembro de 1822 - o grito do Ipiranga - é o mais importante momento desse processo.
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 O que se tem atrás das imagens, pintura esta elaborada pelo pintor Pedro Américo

1-A cena representa o nascimento de uma Nação
2-Dom Pedro I aparece montado num cavalo, mas presume-se que viajava numa mula
3-No centro da tela. Dom Pedro I é retratado como protagonista
4-A margem um homem em roupas rasgadas é um mero espectador( um mero camponês )
5-O pintor Pedro Américo não presenciou a cena ocorrida, que foi elaborada em 1888, 66 anos depois do ocorrido.
6-ao lado de Dom Pedro I os ecravocratas que o apoiavam
7-Também vemos o exército que garantia os interesses da elite

Por que da independência ( acho que o diabo estava solto )
No final do século XVIII muitos dos habitantes do Brasil não estavam satisfeitos com o governo português, achando que chegara a hora da independência, como já acontecera com as treze colônias inglesas da América do Norte.
Por toda a parte existia uma infinidade de impostos, monopólios e proibições. Havia impostos sobre exportações do açúcar, do algodão e do couro, sobre a extração do pau-brasil e das drogas do sertão, sobre a exploração do ouro e dos diamantes. Os tecidos que vinham da Inglaterra também pagavam impostos elevadissimos. E ainda existiam impostos completamente absurdos, como o " subsídio voluntário " criado em 1756 para auxiliar a reconstrução de Lisboa, destruída por um terremoto no ano anterior, mas que continuava a ser cobrado em 1790.
Ao lado de tantos e tão elevados impostos, existiam os monopólios. A pesca da baleia e a exploração do pau-brasil e do sal e do salitre, só podiam ser feitas por pessoas que obtinham uma licença especial do rei.
Como se ainda não bastasse, tantos impostos e monopólios, ainda existiam ordens do rei proibindo a fabricação de tecidos e objetos de metal.
De fato era muito difícil viver no Brasil naquela época, e por isso o poeta Gregório de Matos já dizia, no século XVIII, que:
os brasileiros são bêstas
e estão sempre a trabalhar
toda a vida por manterem
maganos ( pessoas  travêssas ) de Portugal.
Se quisessem viajar de uma capitania para outra, enfrentavam as maiores dificuldades, por que não existia uma única estrada. No percursos de São Paulo a Mato Grosso gastava-se mais de cinco meses , mesmo tempo gasto para vir de Lisboa ao Rio de Janeiro. Os únicos caminhos que existiam eram trilhas abertas pelos índios, os caminhos de gado e os próprios rios.
Na própria capital da colonia, a cidade do Rio de Janeiro, a vida não era agradável. As casas desconfortáveis, as ruas eram estreitas, escuras e sujas. Não havia esgotos, nem água encanada, e o lixo não era removido. A higiene pública era realizada pela águas da chuva, pelos raios de sol e pelos urubus.
Ainda mais o governo português proibia a instalação de imprensa e impedia a entrada de qualquer livros que pudessem criticá-lo.
Apesar de proibidos os livros as ideias liberais circulavam pelo Brasil. O cônego ( padre ) Luís Viera da Silva possuía vários exemplares das " obras francesas " em sua biblioteca e por isso dizia-se em Minas Gerais que " o diabo habitava a livraria ( biblioteca ) do cônego".
Essas ideias foram adotadas por um pequeno grupo de estudantes, militares, padres e escritores que planejaram uma revolta contra o governo absolutistas de Dona Maria I, com a finalidade de realizar a independência da Capitania de Minas Gerais. " Liberdade - ainda que tarde ", foi o lema para a bandeira  dos conjurados mineiros em 1789.

A rápida decadência do ouro, foi seguida de várias medidas decretadas pelos governantes portugueses. como o monopólio do sal, o fechamento das estradas que conduziam ao litoral, para evitar o contrabando do ouro e a proibição da existência de manufaturas no Brasil.
Vejam quantas proibições impostas a colônia, o que ela podia ou não fabricar?
 D. Maria I de Portugal proíbe:
1-a existência de fábricas
2-manufaturas de ouro, prata
3-manufaturas de sedas
4-manufaturas de algodão, linho e lãs

Só poderia fabricar:
1-tecidos de fazenda grossa de algodão..... para vestir escravos.

Puxa vida que loucura, nada podia, tudo era proibido, que difícil a vida na colônia, quanta revolta deveria existir dentro dos moradores das Minas Gerais, quanta angustia, quantos medos, quantas vontades, quantas ideias que chegavam por debaixo dos panos dos acontecimento na Europa e na América.
Estes relatos foram registrados em um diário do qual foi selecionado alguns trechos, escrito em 22 de janeiro de 1822.
Depois da chegada e permanência da família real no Brasil, ficou evidenciado a existência de muitas casas inglesas.
"Fui à terra fazer compras....... Há muitas casas inglêsas, tais como  seleiros ( onde se fabrica ou vende selas) e armazéns, não diferentes do que chamamos da Inglaterra um armazém italiano, de secos e molhados, mas em geral, os ingleses aqui vendiam as suas mercadorias em grosso ( grande quantidade) a retalhistas ( aquele de vendem pequenas quantidades ) nativos ou franceses. Os últimos têm muitas lojas de fazendas, armarinhos modistas ( costureiras ). Quanto a alfaiates, havia mais ingleses do que franceses, mas poucos de uns e outros. Havia padarias de ambas as nações, e abundantes tavernas inglêsas cujas insígnias (emblemas ) com a bandeira  da União da União, leões vermelhos, marinheiros alegres e tabuletas inglêsas, competem com as de Greenwich  ou Depford ( cidades inglesas ).
Os ourives vivem todos numa rua chamada, por causa deles, rua dos Ourives ,
( atual Rua Miguel Couto )
 e suas mercadorias estão expostas em quadros suspensos em cada um do lado da porta ou da janela da loja, a moda de dois séculos passados. A manufatura de suas correntes, cruzes, botões e outros ornamentos, é curiosa e o preço do trabalho, calculado sobre o peso do metal moderado.
As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglêsas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, louça de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham ( cidade industrial da Inglaterra ), podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil, além de sêdas, crepes e outros artigos da China. Mas qualquer coisa comprada a retalho  ( em pequena quantidade ) numa loja inglêsas ou francesa é, geralmente falando, muito caro.
A visível apatia ( indiferença ) dos caixeiros brasileiros. Se estão empenhados, como atualmente nao é raro, em falar de políticos ou a ler jornais, ou simplesmente a gozar fresco nos fundos da loja, prefeririam dizer, na maior parte das vêzes, que não têm a mercadoria pedida a se levantar para procurá-la. E se o freguês insistir e apontá-la na loja, é friamente convidado a apnhá-la êle próprio e deixar o dinheiro. Isto aconteceu várias vêzes enquanto procurávamos algumas ferramentas em nosso percurso ao longo da rua Direita ( atual rua Primeiro de Março), onde em cada duas casas há uma loja de ferragens com fornecimentos de Sheffield e Birmingham"

Sintetizando:
Na segunda metade do século XVIII, as novas ideias surgidas na Europa e a notícia da independência das Treze Colônias foram conhecidas na América através de estudantes, comerciantes e lojas maçônicas. Nesta mesma época, iniciaram-se na América os movimentos precursores da independência. No Brasil, esses movimentos são chamados de Conjurações.
Não cumprindo o Bloqueio Continental e tendo o seu território invadido pelas tropas de Napoleão I, o Príncipe Regente Dom João e a família real portuguesa transferiram-se para o Brasil, em 1807. A abertura dos portos brasileiros ( 28-1-1808 ) favoreceu principalmente, os comerciantes dos EUA e da Inglaterra.Essa obteve maiores vantagens com a assinatura dos Tratados de 1810.
Após a subida de José Bonaparte, apoiado por Napoleão I, ao trono da Espanha, ela não conseguiu manter o controle sobre as colonias americanas. Disto se aproveitaram os criollos para assumir o poder, organizando cabildos e juntas governativas autônomas que, todavia procuravam manter as leis a Fernando VII.
a permanência da corte portuguesa provocou a ampliação do território brasileiro e muitas transformações políticas e culturais na sociedade colonial. Estas transformações influenciaram bastante no processo da independência do Brasil.
No Congresso de Viena, os adversários da Revolução Francesa e de Napoleão I tomaram decisões para evitar a expansão do Liberalismo. Uma destas decisões foi a de propor que o Brasil fosse elevado a categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Outra foi a de lutar na Europa e na América contra as ideias republicanas, que, no Brasil provocaram a Revolução Pernambucana de 1817.
Apesar da Santa Aliança apoiar as tentativas de Fernando VII de impedir a independência da América Espanhola, ela se libertou quase totalmente da metrópole, entre 1816 e 1824. Para isto muito contribuíram o enfraquecimento ainda maior da Espanha e a ação decisiva de Itúrbide, Bolívar e San Martin.
A volta de Dom João VI a Portugal, forçada pela Revolução  do Porto ( 1820 ), e as medidas tomadas pelas côrtes de Lisboa para tirar  a autoridade do Príncipe Regente Dom Pedro, levaram as forças políticas brasileiras a hostilizar aquelas côrtes e a proclamar a independência, já praticamente alcançada no " dia do Fico ".
O ato do Ipiranga foi um complemento de um processo iniciado em 1789, continuado em 1808, com a abertura dos portos. Este processo somente se completaria, entretanto , em 1831, com a abdicação de Dom Pedro I.






Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência
Cecília Meireles




Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
uns sugerem, uns recusam,
uns ouvem, uns aconselham.
Se a derrama for lançada,
há levante, com certeza.
Corre-se por essas ruas?
Corta-se alguma cabeça?
Do cimo de alguma escada,
profere-se alguma arenga?
Que bandeira se desdobra?
Com que figura ou legenda?
Coisas da Maçonaria,
do Paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade?
Um gênio a quebrar algemas?


Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidência.
E diz o Vigário ao Poeta:
"Escreva-me aquela letra
do versinho de Vergílio..."
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário,
com dramática prudência:
"Tenha meus dedos cortados
antes que tal verso escrevam..."

LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus — pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).










sexta-feira, 25 de maio de 2012

' OS LUSÍADAS"
 A primeira edição é datada de Liboa - 1572 : Luís de Camões Editores, 1962, pag. 103.



As armas e os barões assinalados ( os mais ilustres )
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana, ( ilha de Ceilão )

Em perigos e guerras esforçados
Mas do que prometia a força humana.
E entre gente remota ( povos que habitavam regiões distantes) edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram; ( engrandeceram)
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando ( alargando )
A fé, o Império e as terras viçosas ( terras sem religião cristã)
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando;
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho ( intelegência ) e arte,


Cessem do sábio Grego ( Ulisses ) 

e do Troiano ( Enéias )

As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre ( rei da Macedônia )
e de Trajano ( imperador romano )

A fama das vitorias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano
A quem Neptuno ( deus dos mares entre os romanos ) 
e Marte ( deus da guerra entre os romanos ) obedeceram,
Cesse tudo que a Musa ( inspiradora ) antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.


Uma das maiores obras da literatura universal:

Na época em que Camões viveu, os estudiosos da Europa Ocidental buscavam inspiração na vida dos gregos e romanos, para representar o seu próprio mundo. Esta época denominou-se Renascimento.

Me diga se realmente compreende a poesia escrita por Camões, em qual estrofes de oito versos, você encontra a confirmação da idéia?
Era também pensamento da época que a missão da Europa Ocidental era levar sua civilização e a religião aos povos das outras partes do mundo - África, Ásia e América.

Identifique no poema os trechos que se refere a esta ideia.
E por que o autor diz que Netuno e Marte obedeçeram ao ilustre Lusitano

sábado, 19 de maio de 2012

A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL


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A CORTE PORTUGUÊSA NO BRASIL

ERA NO TEMPO DO REI

 Como a família real portuguesa fugiu da Europa, atravessou o oceano Atlãntico e se instalou na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
 
Carlota Joaquina
Além de não gostar de viver no Brasil, a princesa espanhola sonhou em vão ser a " Regente de Todas as Américas"

Dom João VI
Exímio estrategísta político, o príncipe regente planejou a fuga da família , elevou a colônia a reino e foi coroado em 1818.
Um príncipe regente medroso, glutão e viciado em coxas de galinha
Tinha uma mãe( uma rainha louca D. Maria I
Uma mulher uma princesa espanhola


Epopéia Lusitana

1-Família real deixa Lisboa no dia 29 de novembro de 1807, escoltada por quatro naus da Marinha inglêsa. O vento empurra o comboio para o norte.


2-Três dias depois, começa a viagem rumo ao sul.  Ao chegar à ilha da Madeira, uma tempestade separa os navios. Os príncipes seguem para Salvador.


3-No fim de dezembro uma calmaria paralisa as embarcações na altura do Equador. Para percorrer 30 léguas, as naus levam 10 dias - percursso feito em 10 horas.

4-Em 17 de janeiro de 1808, a nau Medusa atraca no Recife com problemas no casco. Três dias antes, a outra comitiva tinha alcançado o porto do Rio de Janeiro.

5-Depois de 54 dias no mar e 6,4 mil quilômetros percorridos, os príncipes chegam a Salvador no dia 22 de janeiro de 1808. A corte fica 36 dias na Bahia.


6-A comitiva de dom João chega ao Rio de Janeiro no começo de 7 de março de 1808 e desembarca no dia seguinte. Os festejos duram nove noites.

No dia 29 de novembro de 1807, o Príncipe Regente, juntou a mãe ( uma rainha louca ) a mulher ( uma princesa espanhola, os filhos e cerca de 11 mil pessoas e apartiu para o distante Brasil, uma colônia que ficava do outro lado do Oceano Atlãntico.
Ficou por 13 anos, realizou alguns feitos importantes, tornou-se rei após a morte da ma~ee fez do filho , Pedro seu sucessor

No dia 22 de janeiro de 1808, a corte portuguêsa chegava a Salvador. 
Trezentos e oito anos depois da viagem de Pedro Álvares Cabral, o Brasil era novamente redescoberto.
Ainda na Bahia, no dia 28 de janeiro, o Príncipe-Regente Dom João, que desde 1792 governava no lugar de sua mãe D. Maria I, que enlouquecera, assinou uma carta-régia ( decreto do rei ) . Nela ficava determinado que fossem:
admissíveis nas alfândegas do Brasil todos e quaisquer gêneros, fazendas e mercadorias, transportadas ou em navios estrangeiros das potências que se conservam em paz e harmonia com a minha Real Coroa, ou de navios dos meus vassalos, pagando entrada de 24 por cento.

Era a abertura dos portos brasileiros ao comércio com todas as nações que estivessem " em paz e harmonia " o que excluia a França de Napoleão I. Os brasileiros poderiam a partir de agora comerciar legalmente com a Inglaterra de Geoger Canning, o ministro que tramara a vinda da corte para o Brasil, e com a jovem república dos Estados Unidos da Am´[erica do Norte, de Thomas Jefferson, o advogado que redigira a Declaração de Indepêndencia de sua terra.

Essa carta régia acabava com o monopólio comercial e com o previlégio desfrutado pelos comerciantes reinóis. A partir de 1808, comerciantes brasileiros e de outras nacionalidades poderia comerciar livremente no Brasil, desde que pagassem o imposto alfandegário.
A população brasileira poderia comprar, desde então, todos osprodutos que desejasse por um preço mais reduzido: tecidos, sapatos, talheres, louças  e cristais, chapéus, cachimbos, linhos e xales, lâminas de espada, ferragens, queijo e manteiga, escovas, pentes e navalhas, perfumes e sabonetes, velas e barbantes, caixões mortuários.... e muitos outros artigos sem qualquer utilidade para os brasileiros, como casacos de peles, patins para gêlo e porta-notas, quando no Brasil não havia sequer papel-moeda.
Principalmente os comerciantes ingl~eses traziam essas mercadorias, que sobravam na Inglaterra, desde que fora decretado o Bloqueio Continental ( 1806 ) e se iniciara a Segunda Geurra de Independência dos Estados Unidos ( 1812 ).
A atividade comercial crescente movimentava a vida nas cidades como no Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém. Muitos comerciantes instalaram lojas nas ruas próximas aos portos. Os hábitos da população  se modificaram, passando a se utilizar de artigos europeus, vestindo-se à moda européia e construindo residências urabanas segundo os modelos europeus. Muitos senhores de terra e de escravos, que nunca haviam abandonado as suas fazendas, foram morar no Rio de Janeiro.
Os tratado de 1810 não foram bem recebidos. A Igreja Católica protestou contra os privilégios que eram dados aos protestantes.Os fazendeiros que necessitavam de escravos também não ficaram satisfeitos. O mesmo aconteceu com os comerciantes portuguêses não só aqueles que transportavam negros escravos, como também os outros que pagariam uma tarifa alfandegária maior do que a paga pelos comerciantes inglêses. O govêrno português, porém foi obrigado a assiná=lo porque dependia da Inglaterra.
Tornando-se sede da monarquia portuguêsa, o Brasil precisava ter a sua administração reorganizada, por isso  criaram-se órgãos ou seja repartições pública, onde foram dados empregos aos fidalgos que se tinham transferido para o Brasil junto com a côrte.
O gov~erno de Dom João incentivou as atividades econômicas, construiu estradas,ligando o litoral ao interior. Contratou técnicos estrangeiros para melhor aproveitamento dos recursos do subsolo. Selecionou e aclimatou novas plantas como o chá e a cana caiena no Horto Real , atual Jardim Botãnico do TRio dee Janeiro. Criou o primeiro Banco do Brasil e apoiou a criaçãod e manufatura de tecidos e de metais.
Em 1816, com a morte de D. Maria I, o Príncipe Regente, torna-se-ia rei, com o títulos de Dom João VI. Oito anos, após a chegada da corte, o Brasil passava a ter um rei, o primeiro que  toda a América conhecera.
Muitas coisas haviam mudado desde então...
Foram criados bEscolas de Medicina, Academia Militares e de Marinha, a Biblioteca Real, o Museu Real e a Academia de Belas Artes.
Surgiram os primeiros jornais e as primeiras revistas impressos. Jornais e revistas como A GAZETA DO RIO DE JANEIRO
No tempo do rei ( 1808-1821) houve várias modificações na vida brasileira. As modificações políticas, econômicas teriam grande influência na maneira como o Brasil alcançou a sua independência. Outras modificações alteraram bastante os costumes da população, especialmente a do Rio De Janeiro. E por fim a própria extensão territorial brasileira foi aimpliada.

ALGUMAS ILUSTRAÇÕES
 O edifício à direita é o antigo Palácio dos Vice-Reis, de onde D. João governou o Brasil. Denominado Largo do Paço

Vida de escravo na Côrte

 O caldo de cana, tão apreciado, era fabricado em pequenas moendas portáteis.


Na oficina  do sapateiro português um dos amendrontados aprendizes escravos da a mão à palmatória.....


"Os homens nascem e permanecem...iguais em direitos". Declaração dos Direitos do hOMEM, fRANÇA 1789
Execução do castigo do açoite, Brasil início do século XIX.


Alguns escravos paravam para conversar e comprar tabaco...embora sob a vigilância do soldado.


Escravos vendedores de capim e de leite. Um cadeado na lata evita que o leite seja batizado.....


Negros e mulatos coletando esmolas



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domingo, 13 de maio de 2012

Segundo aniversário do blogue:
 UM POUCO HISTÓRIA E HISTÓRIAS
Existência : 14/05/2010
                  14/05/2012


Você sabia que aniversário tem suas origens no mágico e no religioso
Os costumes de parabéns, presentes e de celebração com velas nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante dos demônios.
Durante muito tempo o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão

14/05/2012 meu blogue:
 UM POUCO DE HISTORIA E HISTÓRIAS 
 está completando dois anos de existência

Cresci, estudei, ralei, li, trabalhei  e trabalho muito, viajei muitoooo e vivo em permanente contrução da minha história, da minha vida e do meu tempo, por isso este é um momento especial para mim.

Um momento especial, um agradecimento, um desabrochar, um desejo, muitos desejos, é a chance de estar ativando este blogue, para me fazer feliz e também ajudando pessoas, a aprenderem novas lições, vivenciando, procurando, entendendo, buscando, conhecimento.
Puxa dois anos , nunca poderia imaginar que chegaria tão longe, feliz com os acessos dos internautas, aproximadamente 106.180 acessos.
Isso me faz feliz, me faz sorrir, com um sorriso amadurecido, com um olhar mais maduro, sempre agradecendo a quem me incentivou a quem estruturou o meu blogue: Você Eriquita uma ambientalista maravilhosa.
PARABÉNS!!!!!!!!!!! parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!